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Bolsa toca os 102 mil pontos, dólar e juros despencam com sinais de afrouxamento monetário global, ambiente pró-reformas

Postado por: TC News em 21/06/2019 às 13:56

O Ibovespa atingiu a marca de 102 mil pontos na máxima do dia e juros e câmbio operam em forte queda com os sinais de afrouxamento monetário cada vez mais fortes nas principais economias do mundo e no Brasil, elevando o apetite por ativos de risco, além de um ambiente político mais positivo localmente.

 

Após o feriado, o Ibovespa reverbera a decisão do Comitê de Política Monetária do Banco Central do Brasil, o Copom, na quarta-feira, que trouxe um discurso mais suave quanto à política monetária, levando o mercado a aumentar as apostas em cortes na taxa Selic nas próximas reuniões. O índice também é impulsionado pelas altas nos preços das ações brasileiras negociadas em Nova Iorque ontem, quando os índices americanos avançaram fortemente, na esteira da sinalização de corte de juros por parte do Federal Reserve, na quarta-feira. Por esse mesmo motivo, apesar das tensões geopolíticas entre Estados Unidos e Irã, o índice Dow Jones Industrial pode ter um fechamento histórico nesta sexta-feira, após uma semana de grandes ganhos.

 

Na cena local, a ausência de notícias negativas e o aparente bom andamento da Reforma da Previdência ajudam. Repercute positivamente a notícia do jornal O Estado de S. Paulo de que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, costura um acordo com líderes partidários e com o governo para votar a iniciativa no plenário antes do início do recesso parlamentar, em 18 de julho. Segundo o analista político e contribuidor TC Leopoldo Vieira, da IdealPolitik, o ambiente pró-reformas nunca foi tão bom.

 

Já as bolsas europeias fecharam em queda com a preocupação gerada pelas disputas que envolvem os EUA e à espera da reunião entre o presidente americano, Donald Trump, e o líder chinês, Xi Jinping, agendada para a próxima semana durante o G-20, na busca de uma saída para o imbróglio que já dura 15 meses e gera impactos na economia mundial.

 

BOLSA: O índice Bovespa sobe 1,39% às 13h18, a 101.695 pontos, puxado pela alta de B3 ON, que anunciou a provação de distribuição de juros sobre capital próprio, e Petrobras PN, valorizada pela alta nos preços do petróleo. Na ponta oposta, Lojas Renner ON lidera as perdas no índice. O volume projetado é de R$13 bilhões, dentro da média diária do ano.

 

CÂMBIO E JUROS: Os juros despencam após a decisão do Copom na última quarta-feira reforçarem as expectativas dos investidores de redução da Selic em julho. O DI com vencimento para janeiro próximo cai 9 pontos-base, a 5,985%. O dólar futuro também opera em queda na B3, de 0,30%, a R$3,830, após tocar a mínima de R$3,815 no dia.

 

UA: O índice Dow Jones Industrial sobe 0,15% e caminha para um fechamento histórico, após uma semana de fortes ganhos, com investidores comemorando a sinalização de corte nos juros por parte do Fed. O S&P500, que ontem atingiu máxima histórica intradia na esteira do relaxamento monetário, recua 0,05%, em movimento de correção.

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