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Bolsa tem dia negativo com efeitos da guerra comercial, mas fecha a semana no azul; Previdência permanece no radar

Postado por: TC Mover em 27/09/2019 às 18:44

O índice Bovespa seguiu os sinais de Nova Iorque, de maior distanciamento de uma solução para a guerra comercial, e fechou a sexta-feira em queda, assim como as bolsas americanas. Ainda assim, a bolsa paulista fechou a semana em alta de 0,25% e caminha para o quinto mês em seis de alta. O investidor fecha suas posições na semana já se preparando para o início da votação da Reforma da Previdência em primeiro turno no plenário do Senado, adiado para a próxima semana, mas ainda dependente da aprovação na Comissão de Constituição e Justiça da Casa, que deve avaliar o texto na terça-feira.

 

Os índices acionários americanos, que haviam aberto em alta no pregão desta sexta-feira, viraram após uma notícia da Bloomberg, citando fontes, dizer que a Casa Branca estaria considerando limitar os investimentos americanos na China. Há uma reunião marcada para representantes da China e dos Estados Unidos se encontrarem entre o dia 10 e 11 de outubro, segundo a CNBC, também citando fontes. Impactados pelas incertezas comerciais, que pesa ainda mais no cenário de abertura de processo de impeachment contra Trump, o índice S&P500 fechou em queda de 0,53% e o Dow Jones Industrials, 0,26%.

 

No plano local, o adiamento do início da votação do primeiro turno da Reforma da Previdência no Senado, que seria nesta semana, preocupou o investidor e deixou uma sensação de desentendimento entre os poderes. Segundo o Estado de S. Paulo, o adiamento foi uma resposta à operação da Polícia Federal contra o líder do Governo no Senado, Fernando Bezerra. Com o peso do exterior e a falta de gatilhos positivos, o Ibovespa fechou a sexta-feira em queda de 0,23%, a 105.077 pontos. O dólar recuou 0,37%, a R$4,155 nos minutos finais do pregão, com o enfraquecimento da divisa americana ante pares. Os juros acompanham o movimento, mas registraram quedas leves.

 

Na segunda-feira, além do tradicional Relatório Focus do Banco Central, teremos o resultado primário do setor público de agosto e a relação da dívida – líquida e bruta – em relação ao PIB brasileiro. No front externo, o Reino Unido divulga o PIB do segundo trimestre, a Zona do Euro traz a taxa de emprego de agosto, a Alemanha publica a prévia do índice de preços ao consumidor de setembro. Também no exterior, os EUA trazem dados de manufatura de setembro e o Japão, de produção industrial de agosto. Fique atento à agenda da Reforma da Previdência em Brasília, e aos desdobramentos da guerra comercial EUA-China e do impeachment de Trump.

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