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Bolsa supera os 94 mil pontos, com Previdência; dólar, juros operam na ponta oposta

Postado por: TC Mover em 14/01/2019 às 13:50

A bolsa brasileira avança na contramão dos mercados globais, com a expectativa por anúncios da reforma da Previdência ofuscando os receios de desaceleração da economia mundial, os resultados corporativos mistos nos Estados Unidos e os números abaixo do consenso de balança comercial da China. Mais sensível ao panorama externo, o dólar subia, enquanto os juros futuros apontavam para baixo na expectativa pelo texto final da reforma que será apreciado pelo presidente Jair Bolsonaro.

 

No exterior, os índices Dow Jones e S&P 500 iniciavam os negócios com perdas, refletindo a informação de que o saldo comercial chinês despencou em dezembro. Além disso, o limiar da temporada de resultados das empresas e a paralisação parcial do governo americano pesavam sobre o humor do mercado.

 

Na contramão, por volta de 12h30, o índice Bovespa tinha valorização de 0,21%, aos 93.858 pontos, tendo atingido, na máxima, 94.144 pontos pela primeira vez na história. As ações de Suzano, Ambev e Sabesp puxavam o Ibovespa para cima, apesar das perdas dos papéis de Petrobras e Vale. A mineradora sentia o reflexo de temores relacionados à China, enquanto a estatal petrolífera recuava em sintonia com a baixa dos preços do petróleo.

 

Além do petróleo, a sessão é agitada por notícias sobre a Petrobras. O governo indicou três novos membros ao Conselho de Administração e repercute a decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Dias Toffoli, de derrubar uma liminar que, na prática, paralisava as vendas de ativos da empresa. Com isso, a estatal poderá colocar à venda blocos de petróleo para outras empresas sem fazer licitação.

 

Já no caso de Sabesp, cuja alta superava os 8%, cresce a expectativa por privatização da empresa de saneamento após comentários do secretário estadual da Fazenda de São Paulo, Henrique Meirelles. O UBS elevou o preço-alvo da ação da Sabesp para R$41, com viés favorável sobre o marco regulatório e eficiência operacional. Após alta recente, a recomendação é neutra.

 

No mercado de câmbio, o dólar futuro avançava 0,35% frente ao real a R$3,728 na B3, em linha com a fraqueza de outras moedas de países emergentes contra a moeda americana na esteira dos dados fracos da balança comercial chinesa. Já os juros futuros registram variações para baixo, sintonizados com a confiança em prol das reformas, apesar de nova elevação nas expectativas para a inflação neste ano, segundo a pesquisa Focus.

 

(Foto: Sabesp/Divulgação)

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