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Bolsa sobe perto dos 97 mil pontos com alta de 7% de Vale

Postado por: TC Mover em 30/01/2019 às 13:53

A bolsa sobe com o salto das ações de Vale, na esteira da recepção favorável do mercado à resposta da mineradora ao rompimento de barragem em Brumadinho e da disparada do preço do minério de ferro que, por sua vez, favorece moedas de países produtores de commodities, como o real, e empurra para baixo o dólar futuro na B3.

 

No pano de fundo, o mercado em todo o mundo aguarda o desfecho da reunião de política monetária do Federal Reserve, que pode sinalizar uma pausa prolongada no juro básico dos Estados Unidos. Em contrapartida, o investidor viu há pouco que a economia americana criou 213 mil vagas de emprego em janeiro, acima do consenso de mercado.

 

Por volta de 12h00, o índice Bovespa operava em alta de 1,34% a 96.919 pontos, tendo chegado a 97.106 pontos na máxima do dia até o momento. Em destaque na ponta positiva, a ação ON da Vale disparava 7,65% a R$46,00 depois da empresa anunciar que vai fechar cerca de 10 barragens como a de Brumadinho, todas em Minas Gerais, em um processo que impactará de cerca de 10% de sua produção e consumirá cerca de R$5 bilhões.

 

“O plano de ação foi bem recebido pelo mercado, pois tira uma enorme incerteza do cenário”, observa Dan Kawa, estrategista, TAG Investimentos. “Mantemos nossa visão de que o impacto no volume será limitado, já que a Vale pode compensar a maior parte da perda ao reiniciar as minas que haviam sido fechadas em 2016-17”, avalia o Bradesco BBI.

 

No exterior, os futuros dos índices Dow Jones Industrial e S&P 500 indicavam um pregão positivo em Nova Iorque graças a uma rodada positiva de balanços corporativos, protagonizada por Boeing e Apple. Por outro lado, o início das conversas formais entre emissários de Estados Unidos e China segue como fonte de incertezas no mercado.

 

No mercado de câmbio local, o dólar futuro recuava 0,43% a R$3,704, menor nível em duas semanas, sob a expectativa de entrada de fluxo estrangeiro, com captações de grandes empresas brasileiras no exterior. Neste contexto, o Banco Central vai rolar os contratos de swaps que vencem em fevereiro com leilões de linha – que conjuga vendas de dólares com o compromisso de compra futura – de até US$3,2 bilhões.

 

“O BC busca evitar que se acentue o viés de alta do preço da moeda aproveitando o movimento pontual de ontem – muito direcionado à compra de ações de Vale – mas não sustentável para irrigar com liquidez o mercado à vista”, diz o diretor da corretora NGO, Sidnei Nehme, que prevê que o fluxo de recursos estrangeiros será retardado frustrando as melhores expectativas.

 

De todo modo, o dólar mais fraco frente ao real reflete nos contratos de juros futuros, que recuam em bloco na BM&F, com aquele para vencimento em janeiro de 2020 caindo 4 bps a 6,415%.

 

(Foto: Vale/Divulgação)

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