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Bolsa sobe e juros derretem, refletindo otimismo com trégua comercial; mercado à espera da reforma

Postado por: TC Mover em 01/07/2019 às 12:57

A bolsa pega carona no otimismo imperante no exterior e começa a semana com a maior alta em oito pregões, na esteira da trégua nas disputas comerciais entre os Estados Unidos e a China, a menor tensão geopolítica e os ganhos no petróleo e outras commodities, a despeito do ruído ao redor da tramitação da Reforma da Previdência na Câmara.

 

Após fechar junho com alta de 4,1%, a maior desde janeiro, o índice Bovespa reflete a procura por ativos de risco, em linha com o desempenho visto hoje nas bolsas da Europa e de Nova Iorque – que abriram em forte alta, com o índice S&P500 tocando máxima histórica intradia. Limitando os ganhos, os investidores listam a piora dos indicadores asiáticos e europeus de manufatura e os crescentes temores sobre a velocidade de tramitação da reforma antes do início do recesso parlamentar em 18 de julho.

 

A leitura do parecer final do deputado Samuel Moreira sobre a reforma, prevista para amanhã, deve atrair de novo os holofotes do mercado local para a política. Com o governo e parte do Congresso em modo de confrontação, o avanço da proposta dependerá dos ajustes no texto, da liberação de verbas para os parlamentares e da chance de incluir Estados e municípios na proposta – hoje, matéria de O Globo disse que o governo desistiu de tentar incluí-los no texto. O mercado reage pouco às manifestações pró-governo do ontem.

 

BOLSA: O Ibovespa tocava os 1023.340 pontos às 10h55, alta de 1,3% – a maior desde 21 de junho. A despeito dos solavancos com a reforma, contribuidores TC esperam que o otimismo mundo afora, que impulsiona os preços das commodities de energia e minerais, ofusque quaisquer riscos relacionados com a política. O volume projetado para o pregão de hoje é de R$15 bilhões, acima da média diária do ano. Vale ON lidera as latas, após disparada do minério de ferro na China, onde atingiu recorde. Petrobras PN avança 1,5%, na esteira de uma onda de planos para vender refinarias e relatório do UBS que indica que há chances de que a estatal seja privatizada gradualmente. Os bancos avançam forte, com destaque para as ações de Itaú e Bradesco, vistas como veículos de ganhos rápidos na bolsa. O destaque das carteiras recomendadas para julho são papéis que poderiam absorver bem a tendência de menores juros pelo banco central nos próximos meses, incluindo ações nos setores imobiliário, de consumo e financeiro. Qualicorp, uma das ações mais recomendadas nas carteiras, despencava 3,1%; GPA PN e Suzano recuavam, com o investidor embolsando ganhos após altas recentes.

 

CÂMBIO E JUROS: O dólar futuro se desvaloriza forte na B3 ante o real brasileiro, queda de 0,96% a R$3,82350 – maior declínio em quase um mês. A realização hoje e amanhã de leilões de swap cambial para rolagem do vencimento em agosto não devem impactar a cotação do câmbio, pois não se trata de oferta nova, disseram traders. O contrato do DI para janeiro próximo voltou a tocar mínima histórica, desta vez 5,94%, após o Relatório Focus do Banco Central mostrar que a mediana das previsões para a taxa básica de juros Selic caiu de 5,75% para 5,50% ao ano e dizer que a projeção para o IPCA também recuou. Os contratos recuaram em bloco, com o DI para janeiro de 2025 tombando 10 pontos-base para 7,05%.

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