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Bolsa sobe e dólar cai à espera de balanços e medidas de estímulo econômico; terça terá resultados de Cielo e Santander

Postado por: TC Mover em 22/07/2019 às 17:33

A bolsa subiu e dólar cai neste começo de semana, com o mercado de olho na safra de resultados trimestrais e aguardando o anúncio oficial das mediadas de liberação de saques do FGTS e do PIS/Pasep como forma de estimular a economia. Uma ameaça de greve dos caminhoneiros rondou as notícias hoje, mas recebeu uma resposta rápida por parte do governo: a nova tabela de fretes, que havia deixado a categoria insatisfeita, foi suspensa. O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, deve se reunir hoje às 18h com a Agência Nacional de Transportes Terrestres, e na quarta-feira com líderes do movimento.

 

No noticiário corporativo, mereceu destaque a Vale, que divulgou nesta manhã uma prévia operacional decepcionante, levando as ações negociadas em Nova Iorque à pior queda em quase três semanas. A companhia informou que a produção no segundo trimestre caiu quase 34%, na esteira da tragédia de Brumadinho. Já as vendas caíram 15,5% entre abril e junho na base anual. Na B3, as ações ON fecharam em queda de 0,51%, a R$52,45, limitando a alta do Ibovespa.

 

Sem noticiário mais intenso aqui, já que os parlamentares estão em recesso, o foco se voltou mais para o exterior, que teve um dia relativamente ameno neste começo de semana. Em Wall Street, as bolsas fecharam em leve alta na expectativa de divulgações de balanços, mas principalmente à espera de um afrouxamento monetário por parte do Federal Reserve, cujo comitê de política monetária, o FOMC, se reúne na semana que vem.

 

Com isso, o índice Bovespa fechou em alta de 0,48% na tarde desta segunda-feira, a 103.949 pontos, com volume negociado de R$9,21 bilhões, abaixo dos R$9,5 bilhões projetados. O dólar futuro está próximo de fechar com recuo, queda também influenciada por uma injeção extra de liquidez antes das férias no hemisfério Norte, além do leilão de linha do Banco Central aqui. Os juros caem em bloco, com o DI para janeiro próximo a 5,655%.

 

Na safra de balanços, teremos ainda hoje os resultados da Profarma, após o fechamento. Amanhã os destaques são Santander Brasil, antes da abertura, e a Cielo, depois do fechamento. Com uma estratégia de desembolso de crédito mais prudente que no ano passado e mantendo forte controle nas despesas operacionais, o maior banco estrangeiro do país deve registrar alta de quase 20% no lucro recorrente, de R$3,58 bilhões, e a manutenção do retorno sobre o patrimônio acima dos 20%, de acordo com o consenso do TC. Já no caso da Cielo, cuja ação tem oito recomendações de manutenção, cinco de venda e só duas de compra, o lucro líquido deve cair quase 40% por conta da concorrência mais intensa, uma brecha tecnológica e de soluções perante seus rivais menores e a desaceleração econômica.

 

Ao longo da semana, outros bancos e companhias do setor real – entre elas Bradesco, Ambev, Usiminas, Fleury e Vivo – devem soltar seus demonstrativos financeiros. Para o investidor, os números não só trarão mais luz sobre o desempenho operacional de companhias e setores, mas devem elucidar se a situação econômica está afetando a rentabilidade ou se o Ibovespa, que atualmente negocia a 12,94 vezes o lucro, em linha com a média histórica, tem suporte no atual cenário.

 

Nesta terça-feira, além dos balanços de companhias, o investidor deve ficar atento aos dados de inflação medidos pelo IPCA-15 mensal e anual, às 09h30, tido como um indicador importante para a decisão de juros da semana que vem. No exterior, a União Europeia informará dados de confiança do consumidor. Os Estados Unidos terão dados dos estoques de petróleo bruto semanal. É importante, também, estar atento ao Reino Unido, que divulga a ata da reunião do comitê de política monetária do Banco da Inglaterra.

 

(Foto: Tarcísio Freitas – Marcelo Camargo/ Agência Brasil)

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