TC Mover
Mover

Minério em alta impulsiona bolsa; dólar recua à espera de Guedes na CCJ

Postado por: TC Mover em 03/04/2019 às 12:01

O avanço das commodities no exterior e a divulgação de indicadores da China acima do consenso impulsionavam o Ibovespa na tarde desta quarta-feira, mesmo com o investidor ainda cauteloso à espera da audiência do ministro da Economia, Paulo Guedes, na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, onde deve tentar mitigar a crescente resistência dos parlamentares à proposta.

 

A bolsa brasileira avançava em linha com o bom humor externo, disseram traders e contribuidores TC. Os índices acionários em Nova Iorque operavam no azul, refletindo o otimismo quanto à disputa tarifária entre Estados Unidos e China após notícia do jornal Financial Times sugerir evolução para um acerto. O vice premiê chinês, Liu He, deve se reunir hoje com o representante de comércio dos Estados Unidos, Roberto Lighthizer, e o secretário de Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, em Washington, para buscar um acerto. No entanto, dados econômicos fracos nos EUA reduziam os ganhos no final da manhã.

 

Um acerto favorável entre as partes pode beneficiar os ativos de maior risco, como as ações brasileiras. “Se as negociações forem bem-sucedidas nesta semana”, os países “poderiam assinar um acordo final ainda neste mês, o que seria bem recebido”, diz a XP Investimentos.

 

BOLSA: Por volta de 12h20, o índice Bovespa subia 0,59% a 96.012 pontos, impulsionado pelas ações de mineração e siderurgia em um cenário de menor oferta de minério de ferro, que tem elevado os preços da commodity. As ações da Vale e da CSN subiam 1,82% e 2,67%, respectivamente. Na outra ponta, os papéis da JBS recuavam 0,69% após sua recomendação ter sido rebaixada para neutro pelo Barclays, segundo a Bloomberg News.

 

CÂMBIO: O dólar futuro recuava 0,35% frente ao real a R$3,847, acompanhando o maior apetite por risco no exterior.

 

JUROS: Os juros futuros registravam ligeiras variações para cima nos contratos com vencimento mais curtos, refletindo apreensão quanto à tramitação da reforma da Previdência no Congresso. O DI para janeiro 2020 subia 1 ponto-base a 6,4950%, enquanto o contrato para janeiro de 2025 atingia 8,670%. Para o Credit Suisse, o projeto de reforma da Previdência deve ser aprovado pelo Congresso com redução da projeção inicial de corte de gastos de pouco mais R$1 trilhão para R$600 bilhões. O banco suíço acredita que haverá mudanças substanciais no texto apresentado pelo governo.

 

(Foto: Paulo Guedes/ Agência Brasil)

Mover Pro

Informação, análises e ideias de investimentos 24/7

Experimente 7 dias grátis