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Bolsa sobe após alta hospitalar de Bolsonaro e com exterior positivo 

Postado por: TC Mover em 13/02/2019 às 13:09

A bolsa tem leve alta e o dólar avança de volta aos R$3,73, corrigindo a forte queda da véspera, com investidores em compasso de espera pelo desenrolar da reforma da Previdência após a alta hospitalar do presidente Jair Bolsonaro em pregão favorável também no exterior.

 

De acordo com o porta-voz do governo, Bolsonaro desembarcará em Brasília nesta tarde e ainda passará por período de descanso, sem compromissos oficiais hoje. Analistas interpretam o retorno do presidente com otimismo sobre a aceleração da pauta de mudança no sistema de aposentadorias, com a expectativa de que a proposta final seja acertada até o fim da semana.

 

Lá fora, as bolsas europeias e os índices americanos exibiam ganhos, na esteira da esperança de um desfecho favorável das negociações comerciais entre Estados Unidos e China, sobretudo após Donald Trump se mostrar flexível a postergar o prazo final para o fim do cessar-fogo tarifário. O índice Dow Jones subia 0,70%.

 

Já o índice Bovespa tinha valorização de 0,33% a 96.486 pontos, por volta de 12h50, com destaque positivo para Vale e Petrobras entre as ações mais líquidas do Ibovespa, as chamadas blue chips, e queda de bancos.

 

Os papéis ON da Vale avançavam 3,54% em uma tendência que ganhou força após o secretário de privatizações Salim Mattar dizer que o governo quer “reprivatizar” a mineradora. Na outra ponta, as ações ON da BRF recuavam 2,27% após a empresa anunciar o recolhimento de carne de frango por risco de contaminação por salmonela.

 

O dólar futuro, por sua vez, subia 0,69% a R$3,739 na B3 após desvalorização expressiva na última sessão. O mercado de câmbio anda sensível aos sinais de fraca articulação política do governo para construir a base na Câmara para aprovar a reforma da Previdência. Em paralelo, o Banco Central divulgou um fluxo cambial positivo de US$5,49 bilhões em fevereiro até o dia 8.

 

Os juros futuros, por sua vez, perdiam prêmios de risco em bloco, com o contrato para vencimento em janeiro 2020 recuando 6 pontos-base a 6,415%, reagindo à possibilidade de aceleração da agenda de reformas após a alta hospitalar de Bolsonaro.

 

(Foto: Jair Bolsonaro/Twitter)

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