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Bolsa sobe apesar de cautela externa e de temor com reforma

Postado por: TC Mover em 26/02/2019 às 12:11

A bolsa avança com o noticiário corporativo agitado, alimentando ganhos fortes nas ações de Suzano e Embraer, apesar da cautela vista nos mercados internacionais e do comportamento errático do dólar e dos juros em meio às incertezas com o desenrolar da reforma da Previdência e diante da sabatina no Senado do indicado à presidência do Banco Central, Roberto Campos Neto.

 

Investidores também monitoram o discurso do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, no Senado americano nesta terça-feira, atentos às perspectivas para a política monetária dos Estados Unidos após o BC dos EUA adotar uma postura paciente, cautelosa quanto ao ciclo de subida nos juros daquele país.

 

Na espera pelas palavras de Powell, a aversão ao risco lá fora refletia o menor otimismo em relação às negociações comerciais entre EUA e China, com uma releitura de que a demora para um acordo sugere dificuldade para aparar arestas entre Washington e Pequim. As bolsas europeias caíam, assim como os índices futuros americanos.

 

Por aqui, por volta de 11h48, o índice Bovespa subia 0,43% a 97.655 pontos. Puxando a fila positiva, os papéis da Suzano ganhavam 4,6% diante da elevação de US$20 a tonelada nos preços da celulose na semana passada. Já os da Embraer avançavam 2,63% depois do acordo de associação com a Boeing ser aprovado por acionistas.

 

No mercado de câmbio, o dólar futuro tinha valorização de 0,13% a R$3,759 na B3, alternando altas e baixas na sessão até o momento, enquanto os juros futuros operavam sem tendência definida: os mais curtos caíam e os mais longos, subiam.

 

Aos senadores, Roberto Campos Neto falou em aumentar e aprofundar o mercado de capitais brasileiro, reiterou a necessidade de ajustes e reformas fiscais, e disse que a autonomia do BC precisa de governança mais forte para que a política monetária “dependa menos de pessoas”.

 

Paralelamente, de acordo com pesquisa da XP Investimentos e o instituto Contatos, a percepção sobre a urgência da reforma da Previdência continua alta, mas recuou em fevereiro, sinalizando a necessidade de uma articulação mais ativa e agressiva por parta da ala política do governo do presidente Jair Bolsonaro em prol da reforma da Previdência. Segundo o levantamento, 77% dos deputados eleitos disseram que a reforma era necessária, ante 79% em dezembro. No Senado, em que pese a amostra menor no levantamento anterior, a percepção caiu de 73% para 64%.

 

(Foto: Jerome Powell, Fed/Divulgação)

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