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Bolsa sobe à espera de liberação do FGTS, oferta da BR Distribuidora; dólar e juros recuam com exterior misto

Postado por: TC Mover em 24/07/2019 às 12:57

Os ativos brasileiros mostram desempenho favorável na manhã desta quarta-feira, com o investidor na expectativa pelo anúncio oficial da liberação de saques do FGTS, e com a bolsa impulsionada pelos papéis da BR Distribuidora, que disparam após a Petrobras ter deixado, ontem, o controle da companhia. Está programado para esta tarde anúncio a respeito da liberação de saques do fundo de garantia, que devem injetar R$42 bilhões na economia neste ano e no ano que vem, assim como a distribuição dos lucros do fundo que administra esse dinheiro, o FI-FGTS, aos trabalhadores.

 

Hoje cedo o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, confirmou o limite de saque de R$500 por conta, o que não necessariamente trará um impacto grande, já que a maioria dos trabalhadores tem um valor baixo depositado. Quando o ex-presidente Michel Temer liberou o saque total das contas inativas, mais da metade dos beneficiados tinha até R$500 para sacar e 80% tinha menos de R$1.500. As contas ativas do fundo tinham um total de R$358 bilhões, e as inativas, R$20 bilhões. O FGTS tinha 99,7 milhões de contas ativas e 154 milhões de contas inativas.

 

Em Wall Street, as bolsas operam mistas. O índice Dow Jones registrava queda após os resultados ruins da Boeing e da Caterpillar. Já o S&P500 e a Nasdaq avançavam, com os investidores olhando mais para as conversas Estados Unidos-China. Ontem, a Bloomberg News noticiou que na segunda-feira emissários dos EUA irão a Pequim para voltar a conversar pessoalmente a respeito das disputas comerciais entre os dois países.

 

O Ibovespa registrava alta de 0,53% a 104.255 pontos às 11h05, com volume projetado de R$15,9 bilhões, bem acima das médias diárias do ano. Quem lidera o índice, em pontos, são as ações ON da BR Distribuidora, que avançam 4,84%, cotadas a R$27,27. Ontem à noite, a BR deixou de ser controlada pela Petrobras. A estatal reduziu sua fatia na maior distribuidora de combustíveis do país de 70,3% para 41%. Também pesa a favor do Ibovespa a elevação na recomendação que o UBS fez das ações brasileiras, para overweight – ou acima da média. O dólar futuro cai 0,44%, a R$3,758, acompanhando o movimento da moeda no exterior. Os juros caem em bloco, na expectativa de um corte na taxa básica de juros Selic na semana que vem, especialmente após a prévia da inflação de julho abaixo do consenso, divulgada ontem.

 

Por volta das 10h50, as ações PN do Bradesco e ON do Banco do Brasil lideravam altas, 1,15% e 1,30%, respectivamente, com investidores avaliando o bom resultado do segundo trimestre divulgado ontem pelo Santander Brasil como indicador positivo para os outros bancos. As ações ON da Cielo subiam 2% a R$6,89, com investidores reavaliando os resultados divulgados pela companhia após o pregão de ontem: a companhia mostrou lucro, receita e EBITDA abaixo do consenso, mas aumentou sua base de clientes – o que pode indicar um ponto de inflexão para suas operações.

 

As ações ON da Weg disparavam 2,75% a R$23,15, após a empresa produtora de equipamentos elétricos reportar lucro líquido de R$389 milhões no segundo trimestre deste, acima das expectativas. Os papéis PN da Vivo operavam perto da estabilidade; a Telefônica, maior operadora de telefonia do país e dona da marca Vivo, bateu o consenso de lucro no segundo trimestre, apesar da forte queda no resultado na base anual.

 

Hoje, GPA, Carrefour e Energias do Brasil devem apresentar os resultados após o fechamento do mercado. Às 18h haverá a precificação da oferta de ações da Hapvida. Fora isso, a agenda do dia traz o anúncio do ministro da Economia, Paulo Guedes, às 16h, sobre os saques do FGTS, mas que pode eventualmente trazer alguma surpresa.

 

(Foto: Paulo Guedes/ Valter Campanato-Agência Brasil) 

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