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Bolsa segue em 97 mil pontos, entre alta de Petrobras e queda de Vale

Postado por: TC Mover em 27/02/2019 às 18:29

O mercado sente falta de sinais mais concretos da construção política do governo em prol da reforma da Previdência. A bolsa continua na faixa dos 97 mil pontos e caminha para fechar fevereiro ainda sem emplacar alta consistente rumo aos 100 mil pontos.

 

O início da tramitação na Câmara da proposta que altera as regras de aposentadorias, a partir da instalação da Comissão de Constituição de Justiça, ficou para depois do Carnaval. Investidores temem que essa lentidão abra espaço para ruídos políticos nocivos à sua aprovação, além de prejudicar as expectativas para a retomada da confiança dos empresários e, consequentemente, para o crescimento.

 

Aliás, serão conhecidos na quinta-feira os números do PIB do quarto trimestre que poderão trazer o oitavo avanço trimestral consecutivo na economia, estimam analistas.

 

“Vejo um mercado volátil numa faixa mais estreita até a definição da reforma”, diz Christian Laubemheimer, da Platinum Investimentos. O índice Bovespa fechou em baixa de 0,30% a 97.307 pontos, com volume financeiro de R$9,94 bilhões, um pouco menor do que a média dos últimos dias em reflexo da cautela de investidores. O dólar futuro, por sua vez, recuou 0,41% a R$3,728 na B3, em sessão volátil um dia antes da formação da Ptax de fevereiro.

 

O Ibovespa cedeu ao campo das perdas, em linha com as desvalorizações das bolsas internacionais, em pregão de desempenhos opostos de Vale e Petrobras, duas de suas principais blue chips – como são chamadas as ações mais líquidas do índice Bovespa.

 

O papel da mineradora encerrou em queda de 0,78%, se firmando em baixa após a agência de risco Moody’s rebaixar o rating de longo prazo da companhia, retirando-a do grau de investimento, em um movimento já esperado, segundo traders.

 

Na outra ponta, os papéis da Petrobras subiram 1,88% antes da divulgação dos resultados trimestrais e sob grande expectativa quanto à reunião do Conselho Nacional de Política Energética, na quinta-feira, que tem na pauta o acordo de cessão onerosa entre a União e a estatal. Ainda no lado dos ganhos, quem puxou a fila no Ibovespa foi a RD, com valorização de 7,47%, a maior desde novembro de 2014, após anunciar a compra da Onofre na véspera. Para os analistas do Credit Suisse, as ações da empresa estão caras frente aos desafios do setor ao longo deste ano.

 

Na cena externa, conflitos geopolíticos pesaram sobre o humor do mercado, como tensões entre Paquistão e Índia, e o primeiro dia de reuniões entre os líderes americano, Donald Trump, e norte-coreano, Kim Jong-Un, no Vietnã, que devem tratar da desnuclearização da península coreana.

 

Em adição, não foram bem recebidas as declarações do representante de Comércio dos EUA, Robert Lighthizer, a respeito das negociações tarifárias entre Estados Unidos e China. De acordo com ele, as questões entre os dois países são sérias demais para serem resolvidas com promessas de compras de mais produtos americanos por parte de Pequim. Isso foi interpretado como uma evidência de que as conversas ainda estão longe de um desfecho, enquanto os investidores continuam alertas aos indícios de desaquecimento da economia mundial. Também engrossando a agenda de amanhã, a divulgação do PIB dos EUA no quarto trimestre fornecerá novas pistas nesse sentido.

 

(Foto: B3/Divulgação)

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