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Bolsa retoma os 97 mil pontos com ganhos de blue chips; dólar cai

Postado por: TC Mover em 19/02/2019 às 13:03

O mercado brasileiro deixava para trás o clima de cautela por ruídos políticos e avançava nesta terça-feira com impulso de Petrobras, Vale e ações do setor bancário, na véspera do envio da reforma da Previdência à Câmara e apesar da indefinição das bolsas internacionais.

 

A confirmação do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, de que o projeto de securitização de dívida dos estados estará na pauta da casa na sessão de hoje também é bem recebida por investidores, atentos à articulação política do governo após a demissão do ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno, na noite de terça-feira.

 

Segundo nosso contribuidor Leopoldo Vieira, CEO da IdealPolitik, a iniciativa das dívidas estaduais, que integra o pacote de socorro aos estados em troca de apoio à reforma, pode testar o grau de comprometimento das bancadas estaduais com as mudanças ao regime previdenciário.

 

Por volta de 12h20, o índice Bovespa subia 1,28% a 97.745 pontos depois de dois pregões seguidos de queda. Na ponta positiva, Banco do Brasil, Itaú Unibanco, Bradesco e Santander subiam 2,82%, 2,03%, 1,80% e 2,12%, respectivamente. Magazine Luiza avançava 1,35% às vésperas da divulgação dos resultados do quarto trimestre. Na outra ponta, os papéis da JBS recuavam 2,73% em meio à informação d’O Globo de que a empresa pode ter que ressarcir mais de R$2 bilhões ao BNDEs.

 

No exterior, as bolsas europeias caíam, enquanto os índices em Nova Iorque ensaiavam leve alta no início da tarde após abertura em queda na volta de feriado nos Estados Unidos. Investidores realizam lucros por lá, monitorando o desenrolar das negociações comerciais entre EUA e China. Americanos e chineses têm até o dia 1º de março para fechar um acordo antes que a Casa Branca eleve tarifas sobre mais de US$200 bilhões em produtos chineses.

 

Operadores e contribuidores TC destacaram que as discussões entre EUA e China devem progredir, mas divergências mais profundas, especificamente sobre o assunto transferência de tecnologia e proteção da propriedade intelectual, podem surgir.

 

No mercado de câmbio, o dólar futuro caía 0,55% a R$3,716, perto da mínima do dia na B3, o que contribuía para a descida em bloco dos juros futuros, com o contrato para 2025 recuando 8 pontos-base para 8,62%.

 

(Foto: Petrobras/Divulgação)

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