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Bolsa retoma os 95 mil pontos com otimismo por Previdência

Postado por: TC Mover em 08/03/2019 às 18:34

A bolsa reagiu ao otimismo de que o ano do governo vai começar para valer na semana que vem. A defesa mais incisiva à reforma da Previdência feita por Jair Bolsonaro nas redes sociais vem ao encontro da tese de que o bom andamento do processo dependerá também do engajamento do presidente, que acha possível uma aprovação na Câmara ainda no primeiro semestre. A tramitação da pauta deve começar na quarta-feira, com a instalação da Comissão de Constituição e Justiça, assim espera o presidente da casa Rodrigo Maia. E já na segunda-feira, o ministro da Economia, Paulo Guedes, tem reunião para tratar do assunto.

 

Aliás, pegou bem entre investidores a informação que circulou na comunidade TC de que Guedes disse à Broadcast que o mapeamento do governo indica que faltariam 48 votos para que a reforma seja aprovada na Câmara. Com isso, o índice Bovespa se distanciou ainda mais do pessimismo no cenário internacional e fechou em alta de 1,09% a 95.364 pontos nesta sexta-feira, acumulando variação positiva de 0,80% na semana. Os juros futuros também reagiram positivamente e reduziram prêmios de risco, com leves variações: o contrato para janeiro 2020 ficou estável.

 

O dólar futuro encerrou a sessão em leve desvalorização de 0,12%, cotado a R$3,872, perto dos maiores níveis em 2019. A moeda americana na B3 sentiu um movimento de ajuste após quatro altas seguidas – subiu 2,43% na semana –, em sintonia com o comportamento da divisa frente a demais moedas globais. Os dados mistos do mercado de trabalho americano, com criação de apenas 20 mil vagas de emprego em fevereiro, ante o consenso de 181 mil, fortaleceram as incertezas sobre a saúde da economia global. Investidores começam a ponderar se o Federal Reserve pode seguir os passos do Banco Central Europeu e acenar para maior flexibilização na política monetária diante da desaceleração econômica. Neste sentido, segundo um operador de câmbio, houve desmonte de posições compradas em dólar, induzindo à correção.

 

Já os índices Dow Jones e S&P500 recuaram 0,09% e 0,21%, respectivamente, sob as preocupações quanto ao efeito da fraqueza na atividade sobre os lucros das empresas. Para completar o panorama ruim, a China teve queda de 20,7% nas exportações de fevereiro, reflexo da guerra comercial encabeçada com os EUA e que ainda não dá sinais concretos de estar próxima a um acordo definitivo.

 

A próxima semana marca a retomada da temporada de resultados corporativos do quarto trimestre após a pausa na semana do Carnaval. Empresas como Braskem, Embraer, Azul, Unipar, BR Malls, Estácio, Iochpe-Maxion, M.Dias Branco, Multiplus e Minerva apresentarão seus números aos investidores. Os balanços trimestrais das empresas podem ajudar a firmar tendência na bolsa em um momento no qual o mercado aguarda novidades concretas acerca da tramitação da reforma da Previdência no Congresso e das conversas comerciais entre EUA e China.

 

A agenda de indicadores está carregada, com destaque para o Brasil. Depois de dados de produção e vendas de veículos em fevereiro, na segunda-feira, o investidor conhecerá o índice oficial de inflação no país, o IPCA, referente ao mês de fevereiro, na terça-feira, produção industrial de janeiro, na quarta-feira, e vendas do varejo em janeiro, na quinta-feira. Lá fora, ênfase também para indicadores de preços nos EUA, Zona do Euro e Alemanha, além de números de produção industrial americana e europeia, e evolução do crédito na China.

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