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Bolsa retoma os 95 mil pontos com ânimo por reforma da Previdência

Postado por: TradersClub em 08/02/2019 às 14:51

A bolsa volta a subir com mais consistência, flertando com a marca dos 95 mil pontos, sob maior confiança quanto ao avanço de uma reforma da Previdência ampla, incluindo militares, apesar do novo revés nas ações da Vale e de tensões no mercado externo que refletem em dólar futuro registrando leve alta frente ao real.

 

O índice Bovespa buscava recuperação desde a abertura do pregão e acelerou a tendência após circular entre traders a informação de que o secretário Especial de Previdência Social, Rogério Marinho, declarou que Jair Bolsonaro pretende incluir militares na mudança das regras de aposentadorias e reafirmou que a reforma deve ser anunciada entre os dias 19 e 21 deste mês. Para completar, Bolsonaro postou no Twitter imagem comendo em via oral, o que também dissipa especulações de piora na saúde do presidente.

 

Por volta de 12h15, o índice Bovespa avançava 0,58% a 94.953 pontos, com o investidor mais animado sobre o progresso da agenda de ajuste fiscal no Congresso – na máxima até o momento chegou a 95.165 pontos. As ações de Itaú Unibanco e Bradesco ganhavam mais de 2% e se destacavam na ponta positiva. Já os papéis de Vale recuavam 1,8%, com o noticiário desfavorável que inclui o temor de prisões de executivos, reportagens apontando para falhas no controle das barragens da companhia, operações de evacuação de pessoas na madrugada de hoje e a retirada do papel do Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3.

 

No exterior, as bolsas europeias e os índices americanos prolongavam perdas da semana. O mercado assimila novas evidências de que a economia global está perdendo impulso rapidamente, junto à notícia de que o presidente americano Donald Trump não deve se reunir com seu colega chinês Xi Jinping para pôr fim às divergências comerciais entre os dois países. Sem uma solução à vista, os mercados temem que entre em vigor uma alta de 10% para 25% nas tarifas sobre US$200 bilhões em importações chineses aos EUA em 2 de março. Na próxima semana, emissários dos EUA visitarão Pequim para acelerar as conversas.

 

A aversão ao risco no exterior, com busca por posições defensivas, empurrava o dólar para cima frente às demais divisas. Por aqui, o dólar futuro exibia leve elevação de 0,04% ante o real, cotado a R$3,724 na B3, a terceira alta consecutiva.

 

Os juros futuros, por sua vez, subiam em bloco, com o DI para janeiro 2020 disparando de 6,475% na véspera para 6,515% hoje. O mau humor externo também contamina os DIs, que ignoraram o IPCA de janeiro, que veio abaixo do consenso e não alterou a perspectiva de taxa básica de juros Selic continuar estável em 6,50% ao longo dos próximos meses.

 

(Foto: Bolsonaro/ Agência Brasil)

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