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Bolsa retoma 96 mil pontos e dólar recua com exterior ameno, falta de notícias políticas

Postado por: TC Mover em 01/04/2019 às 13:07

O mercado brasileiro inicia abril com ganhos na bolsa e o dólar em queda, sob menor receio no exterior quanto à saúde da economia global e diante de um ambiente calmo em Brasília para a tramitação da reforma da Previdência no Congresso.

 

O índice de atividade da China, calculado pelo PMI Caixin/Markit, superou a marca de 50 pontos em março, o que significa expansão ante o mês anterior e, na visão de economistas do Credit Suisse, sugere que o pior já passou: o país entrou em um ciclo de recuperação, consistente com os números recentes de crédito e demanda. Os índices de ações subiam em Nova Iorque, bem como as cotações de commodities, como o petróleo.

 

Por aqui, o mercado recalibra as estratégias para abril, com estrategistas sugerindo um viés ligeiramente mais defensivo, enquanto aguarda a ida do ministro da Economia, Paulo Guedes, à Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, na quarta-feira, e o encontro do presidente Jair Bolsonaro com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, na volta da viagem a Israel.

 

BOLSA: Por volta de 12h00, o índice Bovespa subia 1,09% a 96.452 pontos, impulsionado pelos setores de mineração e siderurgia frente ao menor temor sobre a economia chinesa. As ações de Vale, Gerdau e CSN avançavam 3,63%, 4,76% e 5,05%, respectivamente. Também em destaque, a primeira prévia do Ibovespa do ano, que vigorará de 6 maio a 30 de agosto, registrou a entrada das ações da Azul e IRB Brasil, totalizando 66 ativos de 63 empresas – em mais uma movimentação na direção de um índice referência mais focado nas ações focadas no mercado doméstico. As ações da Log Commercial seriam retiradas do índice, de acordo com a previa.

 

DÓLAR: O dólar futuro acompanhava a tendência da moeda americana ante suas pares globais e recuava 1,32% frente ao real, cotado a R$3,876 na B3. Números de atividade industrial nos Estados Unidos em março também surpreenderam positivamente, o que afasta ainda mais a preocupação a respeito de possível recessão nos EUA.

 

JUROS: Já os juros futuros reagiam à redução da cautela sobre mercados emergentes e caíam em bloco. O contrato para janeiro de 2025 descia 6 pontos-base para 8,690%. Investidores também digerem a pesquisa Focus, divulgada pelo Banco Central, que reduziu a estimativa para o PIB brasileiro para abaixo dos 2% pela primeira vez no ano.

 

(Foto: B3 – divulgação)

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