Bolsa renova recorde e se aproxima dos 100 mil pontos, antes de CCJ - TradersClub
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Bolsa renova recorde e se aproxima dos 100 mil pontos, antes de CCJ

Postado por: TradersClub em 13/03/2019 às 17:21

A bolsa renovou sua máxima histórica e reforçou no horizonte a marca iminente dos 100 mil pontos, coincidindo com o início da tramitação da reforma da Previdência no Congresso, a partir da instalação da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara nesta noite. Além do desenrolar da CCJ e de deliberações do Parlamento britânico, que rejeitou uma saída do Reino Unido da União Europeia sem acordo, entrará no radar do mercado na quinta-feira indicadores chineses sobre produção industrial, vendas do varejo e taxa de desemprego – que também saem nesta noite. Novos ingredientes ao debate sobre a desaceleração da economia global.

 

Não à toa, números fortes de pedidos de bens duráveis em janeiro nos Estados Unidos foram bem recebidos pelos investidores e contribuíram para o avanço das bolsas em Wall Street. Turbinado pelo salto das ações de Petrobras e Vale, o índice Bovespa pegou carona no ambiente externo e subiu 1,10% a 98.903 pontos, nova máxima histórica de fechamento, depois de chegar aos 99.267 pontos durante o pregão. Gestores disseram ao TC News que o fluxo comprador se encontra firme na bolsa em um contexto no qual os fundos de ações estão alocados, enquanto os multimercados e os estrangeiros se posicionam um pouco mais cautelosos.

 

O dólar futuro oscilou bastante ao longo da sessão e caminhava para fechar perto da estabilidade, cotado a R$3,818 na B3. O câmbio reagiu o otimismo da renda variável sem o mesmo ímpeto, ciente de que parlamentares acertaram que a votação na comissão só acontecerá quando a proposta de aposentadoria dos militares chegar nas mãos deles, possivelmente em 20 de março. Novas declarações do ministro da Economia, Paulo Guedes, enfatizando a urgência da Previdência e a necessidade de economia de R$1 trilhão com o projeto também repercutiram no mercado. Agora começará o jogo político com o Congresso na CCJ.

 

“A admissibilidade da matéria é uma discussão muito técnica. A oposição pode tentar obstruir a passagem, virá armada, mas o grande problema para o governo é o próprio governo. Não tem uma coalizão. Mais uma oportunidade que os deputados que pretendem ser da base vão aproveitar: podem dificultar quórum, não apoiar abertamente, fazer corpo mole, não argumentar contra a oposição. Não vão ficar abertamente contra a reforma, mas também não vão ajudar enquanto o governo não oferecer mais trocas do que apenas as emendas”, diz Leando Gabiati, cientista político, diretor da Domimium Consultoria.

 

Os juros futuros colocaram na conta não somente a expectativa pela tramitação da reforma da Previdência, mas também algum aumento nas apostas de redução da taxa básica de juro, a Selic, na esteira dos indícios de economia engessada no curto prazo. A produção industrial brasileira caiu 0,80% em janeiro ante consenso de avanço de 0,10%. Nesta quinta-feira serão divulgados os dados de vendas no varejo no primeiro mês do ano. Em cerimônia de transmissão do cargo, o novo presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, disse que buscará manter a inflação baixa e controlada. Ao fim do dia, o contrato DI para vencimento em janeiro de 2020 caiu 4 pontos-base a 6,360%.

 

Em meio aos sinais de atividade anêmica, as ações de empresas mais ligadas à atividade doméstica lideraram a ponta negativa na B3. Por outro lado, os papéis de CSN dispararam 9,32%, engordando os ganhos de mais de 75% acumulados no ano, sob especulações de novos contratos de pré-venda de minério de ferro.

 

(Foto: B3/Divulgação)

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