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Bolsa renova recorde e dólar toca menor patamar desde março com cenário para tramitação da Previdência 

Postado por: TC Mover em 04/07/2019 às 11:38

Os mercados de câmbio, renda fixa e bolsa mostravam fortes ganhos na manhã desta quinta-feira, refletindo o otimismo do investidor quanto à tramitação e provável aprovação, hoje, do texto da Reforma da Previdência na comissão especial da Câmara.

 

Mesmo com uma menor liquidez nos mercados globais, e no Brasil, por conta do feriado de hoje nos Estados Unidos, o investidor se centra exclusivamente nas negociações para aprovação do relatório da reforma. O presidente do colegiado, deputado Marcelo Ramos, disse hoje a jornalistas que ele gostaria de ver aprovado o relatório ainda de manhã e prometeu dar celeridade às discussões e votação dos destaques. Hoje o Ibovespa “deve seguir descolado do exterior e totalmente influenciado pelo andamento da Previdência”, diz Pedro Galdi, analista da Mirae Asset.

 

BOLSA: O Ibovespa avançava 1,24% a 103.330 pontos por volta das 11h15, após tocar máxima intradia histórica de 103.403 pontos. Os bancos lideravam as altas no pregão, em dia que promete volume negociado em linha com as médias diárias do ano, perto de R$12,5 bilhões. Bradesco PN e Itaú PN subiam 2,5% e 1,3%, respectivamente, com os investidores procurando pegar carona de papéis que se beneficiam diretamente da tramitação rápida da reforma. O mercado ignora a elevação na contribuição social sobre o lucro líquido que a própria reforma imporá aos bancos. Petrobras PN e ON disparam, e só duas ações caem no índice: Equatorial ON e MRV Engenharia ON, por conta de realização após ganhos recentes.

 

CÂMBIO E JUROS: O dólar futuro se desvalorizava 0,8% ante o real na B3, e tocava a mínima intradiária desde 22 de março. O otimismo com o andamento da reforma na comissão da Câmara ajudava o real a se posicionar como a mais forte entre as 16 principais moedas de países emergentes, enquanto os juros futuros, especialmente os contratos com os vencimentos mais curtos, renovavam as mínimas históricas com a perspectiva de que o relatório da reforma da Previdência pode deixar hoje a comissão especial e seguir para votação no plenário. Um avanço da reforma deve reforçar as apostas de que o Banco Central pode cortar a taxa básica de juros Selic durante o terceiro trimestre. Hoje o mercado também segue com atenção os pronunciamentos do ministro da Economia, Paulo Guedes, e do presidente do BC, Roberto Campos Neto, em evento da XP Investimentos.

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