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Bolsa recua, dólar sobe com tensão global; ata do Copom, calendário da reforma pesam

Postado por: TC Mover em 25/06/2019 às 13:57

A bolsa recua e a alta no dólar e juros futuros acelerava rapidamente no começo da tarde desta terça-feira, com o investidor se posicionando defensivamente ante a piora nas tensões geopolíticas globais e a possível demora na aprovação do texto da Reforma da Previdência na comissão especial.

 

Segundo traders e contribuidores TC, a ata da reunião da semana passada do comitê de política monetária do Banco Central, que não trouxe uma sinalização robusta de corte da taxa básica de juros para o mês que vem, deixou o mercado frustrado. O tuíte do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, na madrugada de hoje, de que a comissão especial pode aprovar o substitutivo da reforma até segunda-feira, em vez de quinta, deixou o investidor preocupado com o calendário da reforma em meio a um prazo apertado – o recesso parlamentar começa em 18 de julho.

 

No plano global, as tensões geradas entre Estados Unidos e Irã desde a semana passada seguem gerando impactos nos mercados, principalmente após o presidente Donald Trump impor sanções ao país islâmico e este responder que a saída pela via diplomática tinha sido esgotada. A incerteza em relação à reunião de Trump com o presidente chinês no final de semana, e as poucas esperanças que os americanos colocam em um destrave das negociações para pôr fim a 15 meses de guerra comercial entre os dois países, assombram os mercados. A volatilidade e a aversão ao risco dominam o racional do investidor mundo afora.

 

BOLSA: Às 13h45, o índice Bovespa caía 1,30% a 101.750 pontos, maior queda desde 5 de junho, em parte impulsionada por um movimento de realização de lucros e, depois, pelos temores em relação à situação externa e à Previdência. B3 ON, Vale ON e as ações ON e PN de Petrobras representam os maiores pesos negativos no índice. A mineradora segue a queda do minério de ferro. Liderando poucas altas, as ações ON da JBS subiam 1,88% a R$22,20, reagindo positivamente após forte queda ontem. O volume projetado é de R$11,5 bilhões, pouco abaixo da média de negociação diária.

 

CÂMBIO E JUROS: O dólar futuro subia 0,70% a R$3,830, maior ganho desde 14 de junho, acompanhando o movimento de recuperação da moeda americana ante pares globais após sequência de quedas. Os juros futuros operavam em alta, reagindo após atingirem patamar de sobrevenda nos pregões anteriores e revertendo apostas de que o BC inicie o ciclo de corte de juros a partir da próxima reunião, em julho. Na ata, o comitê do Banco Central condicionou os cortes de taxas a uma aprovação de reformas estruturantes.

 

EUA: Os índices Dow Jones Industrials e S&P500 caíam 0,41% e 0,56%, respectivamente, terceira queda seguida, com investidores céticos quanto à resolução da guerra comercial entre os Estados Unidos e a China, no encontro Trump-Xi planejado para esse fim de semana, durante a cúpula do G-20, no Japão. O rendimento dos Treasuries de dez anos caía 3,5 pontos base, abaixo de 2% à espera do discurso do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, às 14h00.

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