Bolsa recua com cautela por exterior fraco; dólar, juros caem com cenário político, Selic - TradersClub
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Bolsa recua com cautela por exterior fraco; dólar, juros caem com cenário político, Selic

Postado por: TC News em 12/06/2019 às 10:24

A bolsa inicia o dia em queda, refletindo o mau humor nos mercados internacionais, na esteira de crescentes incertezas quanto ao futuro da guerra comercial, enquanto o dólar e os juros futuros recuam – sinal de que o investidor está animado, porém cauteloso, com o avanço na tramitação da Reforma da Previdência.

 

 

Os futuros dos índices americanos estendem a queda que se iniciou ontem em Nova Iorque após sete dias seguidos de ganhos, refletindo a preocupação do investidor com a inércia no conflito comercial entre a China e os Estados Unidos e as ameaças do presidente americano, Donald Trump, de que vai segurar o acordo a não ser que a China retome os termos negociados no início do ano. Em sinal de maior aversão ao risco, os rendimentos dos Treasuries de dez anos recuavam e o índice VIX, que mede a volatilidade de mercado, avançava.

 

 

O investidor precisa ficar de olho no pronunciamento que, a partir das 10h45, será feito no Ministério da Economia. Não foram divulgados detalhes do discurso. Hoje, continuam as negociações em torno da participação de Estados e municípios na Reforma da Previdência, assim como da apresentação do relatório do deputado Samuel Moreira, relator da pauta na comissão especial da Câmara, programada para amanhã. O otimismo do investidor de renda fixa se mantém em alta, com dados econômicos confirmando ainda mais o cenário de desaceleração econômica e a aprovação, ontem, do pedido de crédito suplementar para o governo.

 

 

BOLSA: O índice Ibovespa operava entre o azul e o vermelho no começo do pregão desta quarta. Às 10h10, o índice subia 0,05% a 98.980 pontos, com volume projetado de R$5 bilhões para hoje. Se o Ibovespa vai materializar sua quarta alta em cinco pregões hoje e atingir os 100 mil pontos, dependerá da reação do mercado à aprovação do crédito suplementar no Congresso e às notícias mistas quanto à Nova Previdência. O investidor está de olho no presidente da comissão especial, Marcelo Ramos, que admitiu ontem que discutirá com os líderes das bancadas o pedido da oposição para adiar a leitura do relatório de Moreira – uma demora criaria descontentamento no mercado. O destaque entre as quedas veio para a Petrobras ON, que recuava na esteira de oferta secundárias dos papéis em 25 de junho. Entre as altas, os bancos lideravam. O noticiário corporativo está cheio hoje, com a Centauro aumentando sua oferta pela Netshoes e prometendo capital de giro adicional caso a proposta seja aceita. Acionistas do BTG Pactual levantaram R$2,2 bilhões em oferta secundária a R$46 por unit. Hoje, a oferta da CPFL deve ser precificada, e traders especulam que possa sair abaixo da faixa indicativa. Finalmente, o GPA aceitou proposta do consórcio liderado pelo empresário Michael Klein para vender sua fatia de 36,27% na Via Varejo, a preço de R$4,75, via leilão na B3. O papel da Via Varejo despencava 3,8%.

 

 

CÂMBIO E JUROS: Com a curva de juros futuros precificando corte de até 50 pontos-base na Selic até o final do ano, as vendas no varejo foram o maior catalisador de movimentos nos contratos dos DIs nesta quarta. O DI para janeiro próximo recuava 1,5 ponto-base para 16,5%, enquanto o contrato para janeiro de 2021 caía 1 ponto para 6,16%. O dólar futuro negociado na B3 cede 0,10% ante o real, cotado a R$3,8580, em parte por conta do otimismo cauteloso quanto à Previdência, disseram traders.

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