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Bolsa realiza e dólar sobe com exterior tenso, reforma e ata do Copom sem corte iminente

Postado por: TC Mover em 25/06/2019 às 12:32

O mercado brasileiro abriu hoje pressionado pelo exterior tenso, com bolsa em queda e câmbio e juros em alta, em movimento que se assemelha a uma leve realização após fortes ganhos no mês e à expectativa do noticiário sobre as disputas comerciais e diplomáticas dos Estados Unidos com rivais e parceiros.

 

O investidor digere o tom da ata do comitê de política monetária do Banco Central, que disse que a economia deve estagnar neste trimestre, abrindo espaço para um novo ciclo de cortes da taxa básica de juros caso a Reforma da Previdência seja aprovada. O resultado do IPCA-15 veio em linha com as estimativas, corroborando a visão de que a inflação deve encerrar o ano abaixo da meta do BC. Uma fonte de tensão vem das movimentações na comissão especial da Câmara que analisa a reforma: o relator da pauta, deputado Samuel Moreira, deve apresentar mudanças entre hoje e amanhã, para colocá-la em votação no colegiado até quinta-feira. Os prazos apertados e o anseio de que o projeto seja votado no plenário poucos dias antes do recesso parlamentar deixam o investidor com apreensão.

 

No exterior, as tensões geopolíticas entre os EUA e o Irã e a incerteza quanto à resolução da guerra comercial com a China mantêm os mercados voláteis. O governo chinês sugeriu que, para que haja uma solução, os dois lados terão de fazer concessões; os americanos, por sua parte, não parecem muito inclinados a negociar concessões, segundo veículos de mídia. Entre os destaques, o discurso do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, deverá trazer mais sinais sobre o rumo dos juros na maior economia do mundo. As bolsas americanas recuavam, enquanto a volatilidade, medida pelo índice VIX, disparava 2%.

 

BOLSA: O Ibovespa operava em queda de 0,37% a 101.680 pontos, por volta das 10h45. O volume projetado para o pregão de terça-feira era de R$9,4 bilhões, pouco abaixo da média diária do ano. Nas altas, o destaque é a JBS ON, que avançava 1,4% a R$22,10, apesar da notícia do Valor Econômico de que as exportações de proteínas ao Irã devem ser afetadas pelas sanções dos EUA ao país islâmico. Kroton ON, assim como TIM Brasil ON, sobem 1,4% e 0,8%, respectivamente, com traders sentindo maior demanda de estrangeiros por esses papéis. Na ponta das quedas, Smiles ON liderava com recuo de 3,2% após JPMorgan rebaixar a recomendação do papel para neutra. Cielo ON, Localiza ON e Petrobras ON, também caíam; a última reagia à esperada precificação de uma oferta secundária de quase 241 milhões de ações pela Caixa Econômica que, segundo a imprensa, tem demanda para o dobro da quantidade de papéis ofertados. O desconto do papel frente ao preço de tela deve ser pequeno, de acordo com o jornal O Estado de S. Paulo.

 

CÂMBIO E JUROS: Os mercados de câmbio e de juros reagem com ceticismo ao calendário apertado da Nova Previdência na comissão especial da Câmara e com temor pelo acirramento das disputas dos EUA com o Irã e com China, e à espera do discurso de Powell. O investidor digere ainda a ata do Copom e o resultado do IPCA-15 de junho, que apontam para espaço para uma Selic menor, porém não de forma iminente. O dólar futuro se fortalecia 0,10% ante o real, cotado a R$3,830, enquanto o juro do contrato do DI para janeiro próximo revertia as quedas recentes e subia 4 pontos-base a 6,00%.

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