Bolsa perde os 95 mil pontos, com cautela antes de Previdência e diálogo EUA-China - TradersClub
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Bolsa perde os 95 mil pontos, com cautela antes de Previdência e diálogo EUA-China

Postado por: TC News em 11/02/2019 às 19:58

O mercado brasileiro pisou no freio no início de uma semana que promete desdobramentos em dois temas decisivos de 2019: a reforma da Previdência e a guerra tarifária entre Estados Unidos e China. Segundo o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, o presidente Jair Bolsonaro deverá retornar a Brasília na quinta ou sexta-feira e, em seguida, irá definir a proposta final de mudança nas regras de aposentadorias. À tarde, circulou a informação na comunidade TC de que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, espera que a reforma chegue na casa na semana que vem.

 

Quanto ao embate político, aliás, pesquisa BTG Pactual/FSB mostrou que quase 90% do Senado Federal e 82% da Câmara dos Deputados são a favor de uma reforma da Previdência, o que prenuncia um trabalho adiantado do ponto de vista de convencimento, mas restando a necessária construção política em negociações de temas sensíveis, como a idade mínima e um possível regime de capitalização.

 

Em meio às incertezas externas e cauteloso ainda sem conhecer a proposta final para a Previdência, o investidor realizou lucros. O Ibovespa caiu 0,98% a 94.412 pontos, pressionado pelas ações mais líquidas do índice, as chamadas blue chips.

 

Petrobras acompanhou a queda do petróleo, enquanto Vale reagiu à piora nas recomendações de analistas pelas dúvidas decorrentes da tragédia em Brumadinho, que ofuscaram a disparada nas cotações do minério de ferro – já em parte precificada na forte valorização do papel na sexta-feira. Na contramão, as ações da Braskem exibiram elevação de 3,63% diante da notícia de que a venda da petroquímica para a holandesa LyondellBasell está bastante adiantada, segundo O Globo.

 

No mercado de câmbio, o dólar futuro seguiu a subida global da moeda americana e avançou 0,75% frente ao real a R$3,763 na B3. Já os contratos de juros futuros terminaram o dia com pequenas variações, perto da estabilidade, na véspera da divulgação da ata do Comitê de Política Monetária do Banco Central, o Copom, que deve trazer detalhes da decisão da semana passada que manteve a Selic em 6,50% ao ano e não sinalizou chance de corte iminente no juro básico.

 

No exterior, além da rodada de encontros das delegações de EUA e China, são aguardados para terça-feira dados do orçamento federal dos EUA, relatório mensal da Organização dos Países Exportadores de Petróleo, a Opep, e discurso do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell. Há grande expectativa para as reuniões na quinta e sexta-feira que juntarão o representante de Comércio dos EUA, Robert Lighthizer, o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, e o vice premiê chinês, Liu He. As bolsas europeias subiram e os índices de ações em Nova Iorque oscilaram sem tendência única na esperança por um acordo antes do fim da trégua tarifária no dia 1 de março.

 

O analista de uma corretora em São Paulo vê risco de alguma frustração nos mercados, por entender que a disputa opõe, de um lado, Donald Trump que almeja uma vitória política já pensando na reeleição e, de outro, a China que não pode se dar ao luxo de sofrer um ônus muito elevado para atender os americanos.

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