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Bolsa oscila com volatilidade por ‘Super Quarta’, reunião EUA-China; dólar avança

Postado por: TC Mover em 29/07/2019 às 12:13

O Ibovespa oscilava no começo do pregão desta segunda-feira, em uma semana de ansiedade para o investidor, que aguarda as decisões de juros nos Estados Unidos e no Brasil, na quarta-feira – além de reuniões de política monetária no Japão e no Reino Unido – e não se mostra tão animado com as conversas entre Estados Unidos e China. Negociadores americanos e chineses se encontram hoje em Pequim, mas não são esperados grandes avanços nas tratativas.

 

Também pesaram no ambiente externo dados na noite de ontem, que mostraram queda na lucratividade industrial chinesa em junho – efeito da guerra comercial –, e contribuem para um clima de maior prudência mundo afora. Quanto aos juros nos EUA, as apostas seguem sendo de que Federal Reserve corte as taxas de juros – seria o primeiro corte desde 2008. As bolsas americanas sem direção, com o Dow Jones Industrial subindo e o S&P500 em queda. O índice VIX, que mede volatilidade, subia, assim como o ouro, mostrando uma postura mais defensiva.

 

No Brasil, o destaque no noticiário é a movimentação do BNDES para desinvestir sua carteira de participações de mais de R$100 bilhões. O banco tem fatias em empresas como Petrobras, JBS, Cemig e Copel – todas essas ações caíam no final desta manhã. Para gestores e membros experientes do TC, embora possa haver alguma indigestão no mercado de ações no curto prazo com a notícia do desinvestimento, ela tende a ser melhor compreendida no longo prazo.

 

O dólar futuro sobe, acompanhando o movimento da moeda no exterior. O investidor pode esperar para esta semana alguma oscilação da moeda, já que no dia 31 haverá fixação da taxa Ptax para a liquidação dos contratos futuros no câmbio. Os juros operam mistos, com aqueles de vencimento mais curto em queda, refletindo a expectativa de corte na taxa Selic.

 

Entre as companhias da B3, os destaques de quedas, em pontos, são os papéis ON da BRF, que foi rebaixada pelo Citigroup para venda, e da Vale. Estes caem apesar da alta do minério de ferro na China; neste final de semana, a companhia suspendeu atividades em uma de suas minas de forma preventiva. Na ponta oposta, são destaque Ambev ON; na semana passada, o mercado ficou otimista com as perspectivas para a empresa após a divulgação do seu balanço. Credit Suisse elevou o preço-alvo da Hapvida para R$49, citando rápido crescimento por aquisições recentes.

 

Também sobem as ações PN do Itaú Unibanco, que terá seus resultados divulgados hoje à noite. O maior banco comercial da América Latina, deve registrar lucro líquido e retorno sobre o patrimônio recordes no segundo trimestre, refletindo esforços para aumentar a eficiência das suas operações, reduzir o custo de capital e crescer em linha de empréstimos de maior risco em meio a uma maior concorrência em serviços. Segundo o consenso do TC, o lucro líquido recorrente do banco deve ter encerrado o segundo trimestre em R$7,14 bilhões, alta de quase 12% na base anual. O retorno recorrente sobre o patrimônio, conhecido como ROE, deve atingir 23,3%, enquanto a margem financeira deve totalizar R$18,6 bilhões, de acordo com o consenso.

 

(Foto: Banco Central do Brasil – Agência Brasil)

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