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Bolsa oscila com NY instável, suspensão de exportações de carne à China

Postado por: TC Mover em 03/06/2019 às 16:49

A Bolsa de Valores de São Paulo anulou ganhos na tarde desta terça-feira, após notícias de que a Justiça dos Estados Unidos iniciou uma investigação contra supostas práticas anticompetitivas de duas gigantes da tecnologia azedarem o humor do mercado, que piorou com o tombo nas ações de frigoríficos na esteira da suspensão das exportações à China.

 

A Alphabet, dona da Google, e a Facebook despencaram pouco depois do meio-dia, após a Bloomberg News dizer que as empresas são objeto de investigações antitruste nos EUA. O inquérito da Google marca o primeiro passo concreto do governo americano para investigar condutas potencialmente anticompetitivas no setor de tecnologia. Hoje, a Bloomberg disse que o órgão antitruste, conhecido como FTC, analisa se as práticas do Facebook prejudicam a concorrência no mercado digital. A Alphabet desabou 7% e atingiu seu menor patamar desde janeiro. Já o papel da Facebook caiu 9%, a maior queda intradiária desde julho. A notícia impactou as ações da Amazon.com – uma desafeta do presidente Donald Trump.

 

Pressionando ainda mais o índice, a confirmação de um caso atípico da doença da vaca louca em Mato Grosso levou o Ministério da Agricultura a suspender hoje as exportações de carne bovina para a China, atendendo ao protocolo sanitário entre os dois países. A medida representa um revés para os frigoríficos brasileiros, pois a existência da doença deve atrasar a certificação de quase 20 frigoríficos no país asiático. O mercado também segue atento ao calendário de votações de medidas provisórias no Senado.

 

BOLSA: O Ibovespa recuava 0,12% na tarde desta segunda-feira, perdendo os 97 mil pontos por volta das 14h45, com volume projetado para o pregão de R$10 bilhões – abaixo da média diária do ano. No mesmo horário, o índice futuro do Ibovespa operava estável. Na ponta de alta, o destaque vinha da Via Varejo ON, que disparava 3,2%, apesar do jornal Valor Econômico negar que a Lojas Americanas poderia apresentar oferta pela varejista. Petrobras avançava 2,3% com a chance maior de que a estatal consiga vender algumas refinarias. Vivo PN subia pelo terceiro dia, após Safra elevar o preço-alvo do papel. Já entre as quedas, JBS ON liderava, com a suspensão das exportações à China. Marfrig ON se mantinha em leilão, enquanto Minerva ON despencava 4,4%. Suzano caía 2,1% com a queda do dólar futuro e de produção.

 

CÂMBIO E JUROS: Após ter fechado na sexta-feira na menor cotação em um mês, o dólar futuro estende quedas ante o real nesta segunda-feira, recuo de 0,86% a R$3,90150, ignorando a escalada da briga comercial dos EUA com a China e o México. Hoje, o Banco Central realizou leilão de 5.050 contratos de swap cambial e o mercado está à espera dos dados da balança comercial de maio. Em relação aos juros, a curva enxuga prêmio de novo e recua, sugerindo que as apostas por juros domésticos mais baixos, por mais tempo, ou de até um corte na taxa básica Selic, estão aumentando. O DI para janeiro próximo já precifica uma queda de 25 pontos-base antes de final do ano, e é negociado a 6,24%. O comentário de James Bullard, lider do Federal Reserve, de que a autarquia pode ter de reduzir o juro nos EUA para evitar o risco de uma deflação maior, também endossou as apostas de menores taxas de juros.

 

EXTERIOR: As bolsas europeias e os índices futuros das bolsas de Nova Iorque recuam, assim como as commodities de energia e minerais, em meio a temores com a piora na retórica protecionista dos EUA perante a China e o México – que também pode afetar a Europa e o Japão nos próximos dias.

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