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Bolsa opera volátil com notícias da reforma; dólar, juros refletem varejo fraco e caem

Postado por: TC News em 12/06/2019 às 13:29

A bolsa operava entre o azul e o vermelho na tarde desta quarta-feira, refletindo a plêiade de notícias desencontradas sobre a Reforma da Previdência e maior aversão ao risco mundo afora, enquanto os juros futuros recuavam com os dados fracos do varejo no mês de abril – que reforçam as apostas por cortes nos juros nos próximos meses.

 

De acordo com a imprensa, o relator da reforma na Comissão Especial da Câmara, Samuel Moreira, indicou que o relatório deve prever uma economia de R$850 bilhões em dez anos – abaixo da meta do governo, de R$1,2 trilhão. Mudanças no relatório ainda são analisadas para atingir um valor perto dos R$ 950 bilhões, informou a Folha de S. Paulo. O investidor reagiu com temor a uma das propostas, de que as mulheres possam se aposentar após 15 anos de contribuição, com a idade mínima ficando em 57 anos durante a transição – abaixo dos 20 anos e dos 62 anos, respectivamente, propostos pelo governo.

 

As bolsas americanas recuavam, lideradas pelas ações de tecnologia, refletindo a preocupação crescente com as tensões comerciais entre os Estados Unidos e a China, que ofuscaram os dados de inflação de hoje abaixo do consenso. A inflação baixa pode, na opinião de muitos investidores, levar o Federal Reserve a reduzir os juros nos EUA nos próximos meses.

 

BOLSA: O Ibovespa opera volátil por fatores técnicos, entre eles o vencimento de opções sobre o índice futuro, e pelo mercado ruim no exterior. O índice se mantinha perto dos 99 mil pontos às 13h15, estável, com investidores na expectativa da apresentação do relatório da reforma amanhã. O volume projetado para o pregão é de R$11 bilhões, levemente abaixo das médias diárias do ano. As ações ON da Weg lideravam as altas, com ganho de 2,94%, seguidas da CPFL Energia ON, cuja oferta subsequente de ações deve ser precificada hoje perto dos R$27 reais, disseram traders. Do lado das quedas, as siderúrgicas CSN ON e Usiminas PNA recuavam 5% e 1,8%, respectivamente, após analistas do Morgan Stanley cortarem a recomendação de ambos os papéis para neutra.

 

MOEDAS E JUROS: O dólar futuro caía 0,50%, cotado a R$3,8430, com a fala do ministro da Economia, Paulo Guedes, de que os bancos públicos começarão a pagar empréstimos feitos pelo Tesouro Nacional nos mandatos petistas. Traders mencionaram que houve fluxo vindo de estrangeiros participando nas ofertas de ações do BTG Pactual, de ontem, e da CPFL Energia, de hoje. A curva de juros também caía em bloco, com os contratos com vencimento mais longo mostrando perdas acima de 7 pontos-base, após as vendas no varejo virem abaixo do consenso, reforçando as apostas de que o Banco Central deva cortar os juros pelo menos em 50 pontos-base antes do final do ano.

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