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Bolsa opera em alta com bom humor externo; dólar futuro avança

Postado por: TC News em 09/09/2019 às 14:02

O Ibovespa opera no azul nesta segunda-feira, acompanhando o bom humor das bolsas em Wall Street, que avançam com as menores tensões na disputa entre Estados Unidos e China. No final de semana, o The Wall Street Journal disse que a China ofereceu aumentar, ainda que de forma modesta, as compras de produtos agrícolas americanos, para destravar as negociações. Essa oferta, no entanto, pode estar condicionada aos Estados Unidos reduzirem as restrições à chinesa Huawei e adiarem a escalada de sobretaxas sobre importações chinesas em 1 de outubro, disse o site Politico. Hoje, o secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin, disse que o país só assinará um acordo com a China se “for bom“, alertando que os EUA estão longe de cair em recessão. Equipes dos dois países devem se reunir, frente a frente, em Washington, nos próximos dias.

 

Os mercados globais também reagem à notícia de sexta-feira de que a China reduziu a alíquota do depósito compulsório dos bancos comerciais, medida que deve liberar mais de US$100 bilhões para crédito em infraestrutura. Ajudam também os dados divulgados hoje das exportações alemãs, que mostraram aumento em julho, um alívio que surpreendeu após uma série de números negativos. O contexto geral positivo contrabalança os dados fracos da balança comercial chinesa. O país asiático exportou menos para os EUA e para o mundo: as importações da China de produtos americanos caíram 22% ao ano em agosto, enquanto as exportações de produtos chineses para os EUA encolheram 16%. Com isso, o superávit comercial da China com os EUA caiu para US$27 bilhões em agosto. Também pesam contra os ativos de risco persistentes incertezas e solavancos quanto ao Brexit: há pouco, o presidente da Câmara dos Comuns britânica, John Bercow anunciou que irá se demitir antes de 31 de outubro caso não haja eleição geral.

 

Por aqui, pesa a favor dos ativos de risco a entrevista com o ministro da Economia, Paulo Guedes, publicada no Valor Econômico desta segunda, na qual falou que quer vender todas as estatais. O ministro também reiterou que o governo não vai ceder no esforço de corrigir o crônico problema orçamentário do país. O sentimento de que a pauta econômica está avançando também conta: o mercado espera a votação da Reforma da Previdência e da Lei das Teles no plenário do Senado nesta semana. O Ibovespa avança 1,21%, a 104.177 pontos, com R$12,9 bilhões de volume projetado. O dólar futuro oscilou muito ao longo da manhã, e chegou a registrar recuo depois que o Banco Central vendeu US$580 milhões à vista e colocou 11.600 swaps reversos. Perto do meio-dia, a moeda americana avançava 0,52% ante o real, cotada a R$4,089. Os juros operam mistos, com aqueles de vencimento próximo em queda; o boletim Focus mostrou que o mercado mantém em 5,00% a previsão da Selic para este ano.

 

Entre os papéis que compõem o índice Bovespa, Itaú PN e Bradesco PN lideram as altas em pontos. O setor de proteínas tem bom desempenho na B3, após a liberação da China para que mais 25 plantas brasileiras exportem para o país asiático. A Marfrig ON lidera as altas, subindo 6,07%, seguida por Minerva ON, que avança 4,57%, e BRF, que sobe 2,92%. JBS ON, a única que não foi citada pelos chineses, caía 0,20%. As ações PN e ON da Petrobras têm alta de mais de 1,4% com a alta do preço do petróleo, na esteira da decisão da Arábia Saudita de nomear o príncipe Abdulaziz bin Salman como ministro da Energia. Banco do Brasil ON sobe 1,85%. Entre as quedas, Magazine Luiza é a maior em peso no Ibovespa, recuando 1,97%.

 

Entre os setores, o destaque veio para as ações mais líquidas, conhecidas como large caps, no pregão de hoje. Com o apetite por risco ganhando tração, ações como as dos bancos, da Petrobras e da Vale se tornam as queridinhas do investidor. Na contramão, recuam as ações de companhias de capitalização média e pequena, assim como as de varejo, imobiliário e utilidades. Para hoje, o Banco Central informa a balança comercial da primeira semana de setembro. Às 16h00, os Estados Unidos divulgam dados de crédito ao consumidor de julho. À noite, a China comunica inflação ao consumidor e ao produtor. É importante, ainda, ficar atento a possíveis declarações do presidente em exercício, Hamilton Mourão, que ficará na posição até quinta-feira, enquanto o presidente Jair Bolsonaro se recupera de sua cirurgia.

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