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Bolsa mantém os 97 mil pontos antes de PIB, resultado da Petrobras

Postado por: TC Mover em 22/02/2019 às 18:55

A bolsa fechou a semana um pouco acima do que começou, aos 97.885 pontos, acumulando variação positiva de 0,37%, com o sobe e desce do mercado ao sabor do noticiário político após o envio da reforma da Previdência à Câmara dos Deputados.

 

A sensibilidade aos ruídos provenientes de Brasília voltou a marcar presença nesta sexta-feira: declarações de líder do PSL condicionando o avanço da reforma ao encaminhamento da proposta para militares amenizaram as sinalizações favoráveis do ministro da Economia, Paulo Guedes, e do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, de que o projeto pode ser aprovado no primeiro semestre. Investidores preveem esse cabo de guerra daqui para frente, com alguns gestores montando posições mais defensivas, atentos ao início da tramitação da matéria na Comissão de Constituição e Justiça na Câmara na terça-feira.

 

Mas o fiel da balança na última sessão da semana foi a guerra no cenário internacional, com otimismo sobre um possível acordo para aparar as arestas tarifárias entre Estados Unidos e China após um encontro entre o presidente Donald Trump e o vice premiê chinês Liu He, e a informação de que Trump deve se encontrar com o presidente Xi Jinping ao fim de março. O dólar futuro devolveu parte do salto recente frente ao real e caiu 0,56% a R$3,749, empurrando para baixo também os juros futuros.

 

Já o índice Bovespa fechou o dia em alta de 0,98%, seguindo as bolsas americanas: os índices Dow Jones e S&P 500 avançaram 0,70% e 0,64%, respectivamente, aguardando uma solução da disputa entre EUA e China, que pesa nas perspectivas de desaceleração da economia mundial. Trump e Liu afirmaram que um acordo é muito provável.

 

Na B3, o ganho do Ibovespa contou com amparo de disparadas de 10,43% de Magazine Luiza, maior elevação desde meados de maio, e de 5,93% de Natura, maior salto desde novembro, após divulgarem resultados do quarto trimestre bem recebidos pelos investidores. Na contramão, os papéis de Hypera caíram 3,88% depois de divulgar números trimestrais abaixo do esperado.

 

O mercado monitora os balanços com um olho na lição de casa feita pelas empresas durante a recessão e outro nos indícios de aceleração da recuperação econômica, juntamente com os juros em patamar reduzido e a perspectiva de aprovação da Nova Previdência.

 

A última semana de fevereiro pode agitar a reta final de um mês que confirmou a expectativa de volatilidade pelos desdobramentos políticos da reforma da Previdência. A agenda dos próximos dias reserva uma série de indicadores importantes, além da continuidade da safra de resultados corporativos do quarto trimestre.

 

A começar pelos números da Petrobras, na quarta-feira, que deve atrair as atenções dos investidores em um momento de grande expectativa pela reorganização operacional da estatal petrolífera, na esteira da agenda liberal do novo governo. Ambev, BRF, Cia Hering, RD, Guararapes, AES Tietê, Gol, Cteep, CCR, Fleury, SulAmérica e Odontoprev também vão apresentar seus números ao mercado.

 

Dentre os indicadores, o destaque local é para o PIB brasileiro do quarto trimestre, na quinta-feira. Lá fora, chama a atenção também o PIB dos Estados Unidos, na quinta-feira, após adiamentos em razão da paralisação do governo americano. Em paralelo, ênfase para números de confiança na zona do euro, taxa de desemprego na Alemanha, dados de renda e gastos dos consumidores nos EUA e, sobretudo, um desfecho das negociações entre Washington e Pequim antes do prazo final do cessar-fogo em 1 de março.

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