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Bolsa mantém máximas históricas, dólar e juros derretem com chances de Previdência aprovada nesta semana

Postado por: TC Mover em 10/07/2019 às 14:10

Após o feriado em São Paulo de ontem, o otimismo predomina nos mercados brasileiros nesta quarta: além da Reforma da Previdência, que começou a ser votada hoje, de acordo com as expectativas do governo e do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, a sinalização mais forte de um possível corte na taxa básica de juros americana por parte do Federal Reserve também está gerando efeitos positivos.

 

Na Câmara, os deputados retiraram o pedido de adiamento de votação da Previdência, desmontando a estratégia da oposição de obstruir a votação da pauta. Imediatamente após a derrubada do pedido, Maia iniciou o processo de votação da matéria, por volta das 13h40. O deputado Ivan Valente, do PSOL, entrou com mandado de segurança no Supremo Tribunal federal para impedir a votação. A previsão Maia é de que os dois turnos de votação ocorram até sexta-feira, ou sábado. São necessários 308 votos para a aprovação. Segundo a Folha de S. Paulo, a liberação de emendas foi acelerada e até R$5,6 bilhões em verbas extras foram prometidos a deputados para agilizar a aprovação.

 

As bolsas americanas operam em alta, com o S&P500 momentaneamente ultrapassando os 3 mil pontos pela primeira vez, após a fala do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, sugerir possível corte de juros em um horizonte próximo. Powell disse, em uma sabatina no Congresso americano, que os perigos para a economia se mantêm latentes na esteira da prolongada guerra comercial com a China e de outras disputas da mesma natureza, além da menor dinâmica nos investimentos das empresas. Os rendimentos dos Treasuries de dez anos recuaram forte – reforçando as apostas de juros menores nos EUA.

 

O índice Bovespa subia 1,8%, às 13h30, a 106.391 pontos, após tocar a máxima histórica intradiária de 106.495, com volume projetado de R$16,8 bilhões, bem acima das médias diárias do ano. O dólar futuro recua 1,01%, cotado a R$3,771, pressionado pela euforia com a aprovação da Previdência em plenário, e com reflexos da perspectiva de corte iminente de juros nos Estados Unidos. Os juros recuam em bloco nesta quarta-feira. O DI com vencimento para janeiro próximo recua 6 pontos-base, a 5,735%.

 

B3 ON e Vale ON lideram as altas na bolsa paulista; a mineradora sobe 2,77%, impulsionada pelo cenário de curto prazo para o minério de ferro na China. Estatais subiam forte, lideradas pela Eletrobras ON – que pode ser privatizada ao longo do semestre que vem, disseram traders. Via Varejo ON disparava e completava o mais longo ciclo de altas diárias, com otimismo entre os investidores de que a nova administração vai reduzir a brecha com concorrentes e agilizar o crescimento do braço de banco digital da varejista. Entre as poucas quedas no Ibovespa, Suzano ON lidera perdas, com queda de 1,7%. Em Nova Iorque, Facebook subia 1% em Nova Iorque, apesar de Powell dizer no Congresso americano que o plano de moeda digital da rede social levanta sérias preocupações.

 

IRB Brasil ON também é um destaque hoje na B3, após o jornal O Estado de S. Paulo noticiar, citando fontes à par da situação, que Itaú Unibanco e Bradesco negociam não vender suas participações na resseguradora de forma iminente, facilitando a saída da União e do Banco do Brasil do quadro societário da companhia. Ação da B2W ON também merece atenção nesta tarde, que sobe 7,07%, cotada a R$39,05.

 

(Foto: José Cruz/Ag Brasil)

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