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Bolsa, juros oscilam com indefinição sobre reforma; pré-feriado nos EUA pode afetar liquidez

Postado por: TC Mover em 03/07/2019 às 11:14

Os mercados de renda fixa e renda variável operam voláteis na B3 nesta quarta-feira, à espera de uma definição quanto à data da votação do relatório da Reforma da Previdência na comissão especial da Câmara – refletindo a ansiedade do investidor com o futuro da pauta econômica mais importante no país em pelo menos 16 anos.

 

O investidor está atento aos desdobramentos da reunião convocada pelo presidente da comissão, deputado Marcelo Ramos, com os coordenadores das bancadas, marcada para 11h00, na qual deve-se chegar a uma definição de data e horário para pôr a matéria em votação. Caso não haja acordo, a votação ficaria para amanhã e o mercado deve reagir à maior expectativa de que a pauta seja adiada para agosto, quando o Congresso retorna do recesso parlamentar. “O que o mercado mais quer no momento é ver a aprovação do relatório na comissão especial no máximo até amanhã, para que seja possível a eventual votação na Câmara antes do recesso”, que começa em 18 de julho, diz Luiz Henrique, analista da H. Commcor DTVM.

 

Mundo afora, as bolsas americanas e europeias avançam na véspera do feriado do Dia da Independência nos Estados Unidos, amanhã. Nova Iorque encerra o pregão perto do meio-dia de hoje. Os índices referência dos mercados emergentes recuavam, com exceção do ETF que replica o Ibovespa em Nova Iorque, enquanto o petróleo e as commodities metálicas sobem. Os rendimentos dos Treasuries operam perto do seu menor patamar desde novembro de 2016, refletindo números do mercado de emprego americano hoje vierem abaixo do consenso e a nomeação de dois economistas que abertamente defendem taxas de juros mais baixas para vagas na diretoria do Federal Reserve, o banco central americano.

 

BOLSA: Após abrir em queda, o Ibovespa virou perto da primeira meia hora do pregão e avançava 0,53% a 101.140 pontos, com volume projetado de R$14 bilhões – acima da média diária do ano. Ambev ON liderava as altas, com ganho de 2%, após os investidores reagirem à decisão da controladora da companhia, AB InBev, de listar sua subsidiaria na Ásia – reduzindo a necessidade de vender ações da Ambev para reduzir sua dívida. Petrobras PN e ON avançam 0,6% e 0,2%, com o anúncio de que a estatal quer levantar até R$9,3 bilhões com a venda de até 33,75% da BR Distribuidora em uma oferta subsequente neste mês. Vale ON se recupera parcialmente do tombo de ontem, causado pela aprovação do relatório da CPI da tragédia de Brumadinho. Na ponta das quedas, Suzano ON liderava, com declínio de 1,4%, após Bradesco BBI alertar que há chance de que os preços da celulose continuem deprimidos.

 

CÂMBIO E JUROS: O dólar futuro virava e se desvalorizava ante o real, queda de 0,13% a R$3,8490, por volta das 11h00, puxando consigo os juros futuros nas partes média e longa da curva de vencimentos. Na véspera do feriado nos EUA, a liquidez deve começar a minguar ao longo da tarde. O câmbio no Brasil respondeu à divulgação, hoje de manhã, dos números do relatório ADP de empregos no setor privado dos EUA, que veio abaixo do consenso e puxou o dólar americano para baixo. A parte mais curta da curva deve continuar levemente pressionada, até haver uma definição sobre o início da votação do relatório da reforma na comissão especial, disseram contribuidores TC.

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