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Bolsa, juros e câmbio operam voláteis, apesar de exterior misto, sinais positivos com as reformas

Postado por: TC Mover em 24/06/2019 às 10:47

Bolsa, dólar futuro e juros mostram comportamento oscilante, revelando um investidor cauteloso, mesmo com o cenário político favorável à Reforma da Previdência, e considerando a reunião que terão os presidentes dos Estados Unidos e da China no final desta semana, sobre a guerra comercial entre os dois países.

 

Depois da forte alta na sexta-feira, o investidor se prepara para uma semana cheia de divulgações de indicadores econômicos, com destaque para a ata da reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central do Brasil, o Copom, da semana passada, discursos de autoridades e a possível votação do substitutivo da Nova Previdência na comissão especial da Câmara.

 

No plano internacional, as bolsas globais e os ativos de risco operam mistos no início de uma semana marcada pela expectativa com a reunião entre Donald Trump e Xi Jinping, líderes norte-americano e chinês, respectivamente, para buscar soluções ao impasse que impede a resolução da guerra comercial. Hoje, as tensões geopolíticas no Oriente Médio devem se aprofundar com Trump anunciando mais sanções diplomáticas e econômicas contra o Irã, que continua com o desenvolvimento do seu programa nuclear.

 

BOLSA: O Ibovespa opera hoje entre o azul e vermelho. Na sexta-feira, o índice se valorizou 1,70%, impulsionado em parte pela noção de que haverá uma rodada de reduções de juros por parte dos maiores bancos centrais do mundo. O otimismo do investidor com a tramitação da Previdência ganhou mais gás hoje, após o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, dizer que espera votação do texto na comissão especial até a quinta, e prometer que estudará os projetos de Reforma Tributária e autonomia do BC na sequência. Após renovar máxima histórica intradia mais cedo, porém com pouca convicção, o Ibovespa passou a cair por volta das 10h25: recuo de 0,2% a 101,840 pontos. O volume projetado é de pouco mais de R$9 bilhões, abaixo da média diária do ano. Entre as quedas, Cielo ON e Magazine Luiza ON lideravam. Varejistas, empresas de consumo e tanto a Petrobras quanto a Vale também recuavam, em sinal de leve realização. Entre as altas, o destaque é a Embraer, que sobe 1,6% apesar dos resultados menos favoráveis em termos de pedidos firmes no Paris Airshow da semana passada.

 

CÂMBIO E JUROS: O dólar futuro se valoriza 0,2% ante o real brasileiro, cotado a R$3,82330, após abrir em queda, em dia marcado pela disputa técnica, na sexta-feira, para a fixação da última taxa Ptax de junho. O cenário misto no exterior ajuda no desempenho fraco da moeda brasileira ante o dólar, apesar da quinta queda consecutiva no indicador do risco-país e do otimismo quanto às reformas. A agenda desta terça-feira, que inclui a ata do Copom e o discurso do presidente do Federal Reserve, turbina as oscilações nos juros futuros, que caem na ponta mais curta, sobem na parte média dos vencimentos e recuam nos DIs longos.

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