Bolsa ignora ‘Vaza Jato’ e sobe com votações; na agenda, indicadores podem dar pistas sobre juros aqui e nos EUA - TradersClub
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Bolsa ignora ‘Vaza Jato’ e sobe com votações; na agenda, indicadores podem dar pistas sobre juros aqui e nos EUA

Postado por: TC News em 11/06/2019 às 18:10

A bolsa brasileira teve desempenho favorável nesta terça-feira, e se aproximou da marca dos 99 mil pontos, reflexo de um ambiente interno mais calmo em relação ao vazamento de conversas referentes à Operação Lava Jato. Hoje, o investidor passou a reler a situação envolvendo o ministro da Justiça, Sérgio Moro, que aceitou convocação do Senado para dar explicações sobre o caso dia 19, e tranquilizou ainda mais o mercado quanto à possibilidade de contaminação da pauta econômica no Congresso.

 

Alguns sinais ao longo do dia ajudaram nesse sentido. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, disse que vai blindar a Casa de qualquer crise e que focará na aprovação de reformas e de projetos essenciais para o Brasil. A declaração, após o silêncio de ontem, impulsionou o índice Bovespa no começo da tarde. A fala do presidente da Comissão Especial da Câmara, Marcelo Ramos, de que os parlamentares devem se reunir na quinta-feira para discutir o relatório da Previdência, também ajudou. Somou-se a isso a notícia de que o PSDB havia fechado questão a favor da Reforma da Previdência.

 

A aprovação do pedido governamental de crédito suplementar de R$249 bilhões, na Comissão Mista de Orçamento, após acordo com a oposição e o Centrão, também favoreceu o cenário interno. Ficou acertado que serão descontingenciados, via portaria, R$2 bilhões, sendo metade da verba para educação e outra metade para o programa Minha Casa Minha Vida, além de mais R$550 milhões para obras de transposição do Rio São Francisco e R$330 milhões para bolsas de estudo do CNPq. A aprovação fez a bolsa renovar a máxima do dia.

 

No exterior, o ambiente esteve calmo, com o entendimento dos investidores de que a China e os Estados Unidos terão que, irremediavelmente, chegar a um acordo para solucionar as disputas comerciais. Ambos sofrem pressões internas para que isso ocorra. Fora isso, Pequim anunciou um pacote de estímulos ao crescimento da segunda maior economia do mundo, o que influenciou o clima positivo mundo afora. Após seis pregões de altas, os índices americanos tiveram uma realização de lucros: o Dow Jones Industrials fechou em queda de 0,05% e o S&P500, de 0,04%.

 

Nesse contexto, o Ibovespa fechou em alta de 1,53%, a 98.960 pontos. Vale e Petrobras foram destaques entre as variações positivas, com o avanço nos preços do minério de ferro na China e o acordo da petroleira com o Cade sobre venda de refinarias. Do lado das baixas, destacaram-se JBS e IRB. O dólar fechou em baixa, influenciado tanto pelo plano interno favorável quanto pelo clima calmo lá fora, encerrando o pregão em queda de 0,77%, a R$3,861, a terceira queda em quatro sessões. Os juros recuaram em bloco, com o de vencimento em janeiro de 2020 em queda de 1,5 pontos-base, a 6,185%.

 

Amanhã, dois indicadores podem dar pistas sobre a política de juros no Brasil e nos Estados Unidos. Por aqui, logo de manhã serão divulgados dados de vendas no varejo referentes a abril. Se os números vierem fracos, irão corroborar a visão de uma economia que patina, o que pode aumentar as apostas do mercado de que o Banco Central deve mudar seu discurso e apontar para a redução da taxa Selic. A próxima reunião do Comitê de Política Monetária do BC, o Copom, ocorre na quarta-feira da próxima semana.

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