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Bolsa fecha junho com maior ganho desde janeiro; foco em reunião Trump-Xi e Previdência

Postado por: TC Mover em 28/06/2019 às 18:11

O mês de junho se despede marcado por notícias importantes, como os recordes históricos da bolsa brasileira, e com a contagem regressiva para a reunião entre o presidente Donald Trump e o líder chinês Xi-Jinping na cúpula do G-20 no Japão, amanhã, na expectativa de algum avanço na disputa comercial entre as duas maiores economias do mundo. Hoje, um outro acordo comercial, diga-se, foi firmado após 20 anos de debates: União Europeia e Mercosul vão finalmente assinar um tratado de livre comércio. A tão aguardada Reforma da Previdência, que teve um avanço importante no mês que se encerra com as discussões entre deputados na comissão especial, terá seu encaminhamento testado em julho, quando veremos se a Câmara será capaz de cumprir os prazos ventilados.

 

A próxima semana será decisiva para avaliar se o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, irá atingir seu objetivo de votar a Previdência no plenário da Casa antes do recesso parlamentar, que começa no dia 18. Para isso, a comissão especial precisa votar a proposta do relator Samuel Moreira já na próxima semana – sendo que, o último encontro, quando Moreira deveria ter lido seu voto complementar, foi adiado para terça-feira por falta de acordo entre os parlamentares e os governadores sobre a inclusão dos Estados no texto. Maia vê a votação do relatório na quarta-feira, segundo noticiou a coluna do Lauro Jardim ontem.

 

No exterior, finalmente, Donald Trump e Xi Jinping ficarão frente a frente. O encontro está agendado para o fim de semana, e em Wall Street, segundo noticiou a CNBC, os bancos esperam um cessar-fogo. O presidente americano disse, em entrevista, que acredita que a conversa será produtiva, mas não prometeu adiar as tarifas. Se, por um lado, a China expressou a busca de um acordo “equilibrado”, é impossível saber o que virá por parte de Trump, considerando que os Estados Unidos querem reduzir o déficit comercial com a China e também o histórico de transgressões às boas práticas do comércio que a China sistematicamente fez por anos.

 

Ainda assim, segundo a CNBC, em Wall Street há expectativa de um cessar-fogo entre as duas nações, o que já é visto como um alívio. Em clima de expectativas pelo evento, as bolsas americanas fecharam em alta, com o índice Dow Jones Industrials subindo 0,28% e o S&P550 avançando de 0,58%.

 

No meio da tarde desta sexta-feira, Mercosul e União Europeia firmaram acordo que, de acordo com agências de notícias, pode trazer um aumento de investimentos no Brasil da ordem de US$113 bilhões em 15 anos. O Ibovespa acelerou brevemente após o acordo. Mas o que fez o índice operar o dia todo no azul foi a ausência de notícias em Brasília e o otimismo herdado do pregão anterior, quando o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, fez declarações que deixaram o investidor mais calmo quanto ao encaminhamento da Reforma da Previdência. Assim, o Ibovespa fechou a sessão em alta de 0,24%, a 100.967 pontos. Em dia de fechamento semestral da taxa Ptax, o dólar futuro fechou em alta de 0,78%, cotado a R$3,861. No mês, o índice acumula ganhos de 4,06%; enquanto dólar recuou 2,18%. Os juros futuros fecharam o pregão caindo em bloco, com o DI com vencimento para janeiro próximo recuando 2,5 pontos-base, a 5,995%.

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