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Bolsa fecha em queda em dia de volatilidade global e vencimento de opções; amanhã, foco será em dados dos EUA  

Postado por: TC Mover em 15/07/2019 às 17:20

O mercado global operou volátil na primeira sessão da semana e contagiou o Brasil. Os dados de crescimento e atividade na China tiveram nuances positivas e negativas, mas acabaram bem recebidos pelos mercados de renda variável. O PIB do segundo trimestre veio em linha com o consenso, embora tenha sido o pior em 27 anos. Já os dados de produção industrial e vendas no varejo vieram muito acima das expectativas mais otimistas – demonstrando que o pacote de estímulos do líder chinês Xi Jinping teve êxito, ao menos no curto prazo. Por outro lado, os investidores globais demonstraram cautela à espera de indicadores dos Estados Unidos amanhã e da safra de resultados trimestrais das companhias americanas.

 

Após abrirem em alta e testarem novas máximas históricas intradiárias, as bolsas americanas passaram a tarde em baixa, refletindo expectativas mornas pelos balanços do segundo trimestre, que começam a ser divulgados nesta semana. Analistas esperam que os lucros das companhias que formam o índice S&P500 tenham caído 3% no segundo trimestre, de acordo com a FactSet.

 

Os mercados globais também foram impactos hoje por temores de que os indicadores desta terça mostrem atividade econômica com vigor nos Estados Unidos – desinflando as apostas de cortes de juros por lá ainda este mês. O mercado aguarda com ansiedade a reunião do Federal Reserve nos dias 30 e 31 de julho para saber o que o futuro reserva para os juros na maior economia do mundo. Na semana passada, discursos de membros do Fed, incluindo o seu presidente, Jerome Powell, mostraram um tom mais dócil em relação ao afrouxamento monetário. Na quarta-feira, aliás, Powell discursará no evento do G7 na França.

 

Sem catalisadores locais no noticiário desta segunda-feira, marcado pelo recesso dos poderes Legislativo e Judiciário, todo esse cenário externo pressionou o Ibovespa. Além disso, tivemos por aqui o vencimento de opções, que forçou alguns ativos para baixo, como foi o caso das ações da Petrobras. O índice Bovespa fechou em queda de XX%, a XX pontos. O câmbio avançava XX% na reta final do pregão, a R$3,7XXX. Os juros caíram em bloco, com o DI para janeiro próximo recuando 2 pontos-base, a 5,725%. Lá fora, os índices americanos fecharam em leve alta, após oscilarem ao longo do dia: o S&P500 avançou 0,02%, e o Dow Jones Industrials, 0,10%. O índice VIX, que mede volatilidade, avançou 2,58%.

 

Amanhã, todas as atenções estarão voltadas aos indicadores. No plano local, teremos dados de inflação do IGP-10 mensal de julho e do IPC-S semanal. No exterior, o destaque vai para os Estados Unidos: pela manhã, serão divulgados dados de vendas no varejo, produção industrial e estoques de empresas; à tarde, teremos fluxo líquido de capital mensal e estoques de petróleo bruto semanal. Além disso, o Reino Unido divulga taxa de desemprego e a União Europeia informa resultados da balança comercial.

 

(Foto: Xi Jinping/ Wikicommons)

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