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Bolsa – Eztec e PetroRio entram na última prévia da próxima carteira teórica do Índice Bovespa

Postado por: TC Mover em 03/09/2020 às 16:31

A bolsa B3 divulgou hoje a terceira e última prévia da nova carteira do Índice Bovespa, que valerá do dia 8 de setembro até dezembro, incluindo as ações da EzTec e da PetroRio às 75 que hoje formam o principal referencial do mercado acionário brasileiro. Além dos acréscimos, que ampliam para 77 o total de ações do índice, a nova carteira traz mudanças importantes nos pesos das ações, com Petrobras ON liderando os aumentos de participação e a ação ON da própria B3, as quedas.

O que isso impacta na vida do investidor

A composição da carteira teórica do Ibovespa mexe com o mercado, pois serve de referência para investidores locais e internacionais, além de gestores de fundos de investimentos e de pensão. Assim, a entrada ou saída ou mesmo uma mudança de peso no índice tem impacto nos preços dos papéis. Uma ação que entra no Ibovespa passa a fazer parte das carteiras de grandes investidores, que buscam acompanhar as oscilações dos principais papéis do mercado brasileiro ou usar o mercado futuro de Ibovespa para proteger sua carteira. Já um papel que sai ou perde peso terá espaço menor nas carteiras.

Como é definido o peso dos papéis

O peso de cada papel é definido por dois critérios, o valor de mercado da empresa, ou seja, o valor total de suas ações, e o segundo, o volume negociado. Assim, apenas grandes empresas com alto volume de negócios entram no índice. O mesmo critério é usado em outros índices da bolsa, que também terão suas carteiras atualizadas no dia 8.

De acordo com esses critérios, a ação ON da Petrobras foi a que ganhou mais peso no novo índice, passando de 3,71% para 4,36%, um aumento de 0,65 ponto percentual. Em seguida vem BR Distribuidora ON, que passou de 0,87% para 1,37%, ou 0,50 ponto. Intermédica ON aumentou de 1,83% para 2,29%, ou 0,46 ponto percentual. Já os papéis que mais perderam espaço na nova carteira foram B3 ON, de 6,63% para 5,45%, ou 1,19 ponto percentual de queda, Vale ON, de 10,91% para 10,54%, ou 0,37 ponto, e Banco do Brasil ON, de 2,55% para 2,78%, ou menos 0,27 ponto percentual.

Setores de saúde e construção civil crescem

De acordo com a nova composição, os setores de saúde e construção civil ampliaram sua participação no índice. As construtoras, por exemplo, evoluíram de 0,72% para 0,84% da carteira. Mas as ações atreladas a commodities perderam peso, de 27,5% para 26,7%, e o setor financeiro recuou de 29,3% para 28,6%.

Mudanças de posição no ranking

Destaque para as ações ordinárias da Magazine Luiza, que passam a ter participação de 3,339% na carteira, acima da blue chip Ambev ON, com 2,967%. A varejista, que estava fora da lista das dez mais importantes, entrará para a sétima posição. Além disso, os papéis ON da WEG, com peso de 2,406%, ganham mais importância que os PN da Itaúsa, que terão 2,312%.
As ações ON do Banco do Brasil, com 2,278% de participação, deixam o top 10, e ficam atrás de NotreDame Intermédica ON, com 2,286%. Na terceira posição, Petrobras PN ganha mais peso do que Bradesco PN e B3 ON, e passa a responder por 5,559% do Ibovespa. O peso da B3 reduziu para 5,4%. A ação da Vale, que hoje responde por 9,997% do Ibovespa, sobe seu peso e passará a representar 10,538% do índice, mantendo-se como o ativo de maior participação do Ibovespa. Em seguida, vem Itaú PN, cujo peso caiu de 7,532% para 6,17%.

Carteiras mudam em outros índices

As mudanças de carteiras incluem os outros índices da bolsa. Um dos mais importantes depois do Ibovespa, o IBrX-100, teve cinco trocas. Saíram Banrisul PNB, Iochpe-Maxion ON, Smiles ON, Tecnisa ON e Banco Inter Unit. Entraram Lojas Marisa ON, Centauro ON, JHSF ON, Lojas Americanas ON e Banco Inter PN.

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