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Bolsa ensaia recuperação, apesar de cautela com Previdência e Vale

Postado por: TC Mover em 07/02/2019 às 14:44

Após sofrer o maior tombo em oito meses, o índice Bovespa se recupera com a ajuda das ações dos bancos e da Petrobras, diante de novas declarações do ministro da Economia, Paulo Guedes, que tentam suavizar os receios sobre a tramitação da reforma da Previdência e a articulação caótica do governo no Congresso.

 

Guedes disse há pouco que o governo vai propor um novo regime previdenciário, e não apenas ajustes no sistema atual, o que tende a levar mais tempo no rito congressual. “Os mercados já estão precificando a aprovação da reforma no Congresso e, enquanto o risco de frustração é pequeno, o potencial de valorização é limitado porque essa proposta não vai reduzir a dívida do governo significativamente”, disse Pedro Tuesta, economista-chefe para a América Latina da Continuum Economics.

 

A subida do Ibovespa não encontra respaldo no cenário internacional, com as bolsas europeias e os índices americanos caindo sob preocupações renovadas quanto à desaceleração global. A produção industrial da Alemanha decepcionou em dezembro e o banco central britânico cortou as projeções de crescimento, destacando que a economia do país não está preparada para um Brexit abrupto.

 

Com isso, por volta de 12h20, o dólar futuro subia 0,46% a R$3,720 na B3, em linha com o enfraquecimento das divisas emergentes frente à moeda americana. Já os juros futuros reagiam de forma mista à sinalização de juro estacionado em 6,50% em 2019, com redução das apostas de um possível corte na taxa Selic. O contrato para vencimento em janeiro 2020 subia oito pontos-base a 6,455%, enquanto aquele para 2024 operava estável a 8,510%.

 

O Ibovespa tinha alta de 0,75% a 95.344 pontos, perto das máximas do dia, depois de sofrer a queda mais expressiva desde maio do ano passado na véspera. Em destaque na ponta negativa, as ações de Vale recuavam 0,7% a R$42,09 após reportagens do Valor Econômico e do The Wall Street Journal mostrarem que, dias antes do rompimento da barragem em Brumadinho, a companhia tinha identificado problemas nos dados de sensores responsáveis por monitorar a estrutura e na drenagem.

 

Os papéis da BRF, por sua vez, despencavam 5% a R$22,94 em reflexo da decepção do investidor pelo descumprimento da meta financeira de desinvestimentos, que veio 18% abaixo do inicialmente orçado devido à alta volatilidade de mercado no final do ano passado. O UBS recomenda venda do papel e preço-alvo de R$20.

 

(Foto: Bolsa de Valores em São Paulo /Alexandre Buttiglini/Exame)

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