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Bolsa, dólar oscilam com cautela à espera de dados, Fed e Copom: Espresso

Postado por: TC Mover em 09/12/2019 às 14:02

O índice Ibovespa sobe 0,15% no início desta tarde, próximo aos 111.300 pontos, seguindo o exterior misto. As decisões das taxas de juros nos Estados Unidos e no Brasil na quarta-feira levam o mercado a se ajustar optando por ativos de proteção. Além disso, são esperados sinais do presidente americano Donald Trump e do líder chinês Xi Jinping sobre o andamento do acordo comercial, e alguma decisão por parte dos americanos acerca da sobretaxa prometida para o dia 15 de dezembro.

Os principais índices acionários americanos abriram em queda de mais de 0,15%, realizando ganhos da última semana, quando flertaram com as máximas históricas mais uma vez. A agenda da semana também está pautando o humor lá fora, apesar dos últimos indicadores americanos darem ideia de que a maior economia do mundo segue sem risco de recessão, o que anima os que esperam por cortes na taxa Fed Funds na quarta-feira. Ainda assim, uma dose de cautela nunca é demais. O índice S&P500 virou e opera próximo da estabilidade, em alta de 0,04%. Já o Dow Jones Industrials cai 0,10%.

O índice Bovespa continua subindo, resistindo a uma realização de lucros após seis altas consecutivas, ainda sem um dia de baixa neste mês. O indicador sobe puxado por Vale, depois da alta de 1,69% dos preços do minério na China, e pelas ações de bancos. O mercado brasileiro acompanha as bolsas americanas, na expectativa das reuniões de política monetária no Brasil, nos EUA e na Europa e possíveis notícias positivas sobre um acordo inicial entre Pequim e Washington para reduzir a guerra comercial. No Brasil, os indicadores de inflação pioraram, como mostraram hoje os índices IPC-S e IGP-DI, mas a visão é de que o Comitê de Política Monetária vai reduzir os juros de 5,0% para 4,5% ao ano na quarta-feira.

No mercado de dólar, a expectativa de redução dos juros no Brasil, mas de manutenção das taxas nos EUA, que segue com a economia forte, favorecem a moeda americana em relação ao real. Há a cautela dos investidores também com o acordo entre EUA e China e as pressões de fim de ano, quando aumentam as remessas de lucros. Os juros futuros também se ajustam, em sua maioria para baixo, apesar da alta da inflação no curto prazo. A previsão é de que os preços percam força e permitam ao Copom, em seu comunicado que acompanha a decisão de quarta-feira, dar alguma sinalização de continuidade da queda dos juros também no começo de 2020.

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