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Bolsa dispara e volta aos 98 mil pontos com detalhes da Previdência

Postado por: TC Mover em 14/02/2019 às 18:28

Os primeiros detalhes da proposta do governo para a reforma da Previdência foram bem recebidos pelo mercado. O secretário de Previdência, Rogério Marinho, disse que o texto aprovado pelo presidente Jair Bolsonaro e que será apresentado na íntegra ao Congresso na quarta-feira que vem prevê idade mínima de aposentadoria de 65 anos para homens e de 62 anos para mulheres ao fim de um período de transição de 12 anos. A regra para mulheres saiu mais rigorosa em termos de ajuste fiscal do que o esperado pelo mercado, conforme as notícias dos últimos dias: até 60 anos. Em contrapartida, o tempo de transição ficou maior do que os 10 anos previstos.

 

A reação foi arrebatadora: o índice Bovespa disparou 2,27% a 98.015 pontos, com destaque para as estatais Petrobras e Banco do Brasil, o dólar futuro caiu 0,84% frente ao real, cotado a R$3,727, e os juros futuros caíram em bloco, sobretudo aqueles com vencimento mais distante. Até o dia 20, investidores ficarão ligados na articulação política a favor da pauta no Congresso, já com o radar acionado ao desconforto político recente envolvendo o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno, e um dos filhos do presidente. Por ora, investidores creem em aprovação da reforma.

 

As ações do Banco do Brasil ajudaram a puxar o Ibovespa para cima, renovando sua máxima histórica a R$54,98, com ganhos de 5,11%, embaladas pelos detalhes da reforma da Previdência e também pelos números do quarto trimestre do Banco do Brasil. A instituição financeira divulgou lucro líquido ajustado, ou seja, livre de itens não recorrentes, de R$3,845 bilhões no período, acima do consenso de R$3,6 bilhões colhido pelo TC. Simultaneamente, divulgou metas operacionais para 2019 que poderiam elevar os resultados do maior banco estatal da América Latina em até 30%.

 

Já os papéis da Petrobras encerraram com elevação de 3,45% a R$26,95, maior patamar desde o início de novembro, confirmando o apetite dos investidores pelas empresas estatais na onda do avanço da agenda liberal do governo. Analistas têm recomendado justamente esses dois papéis na B3, além de empresas intimamente ligadas à atividade doméstica, de olho no aumento do potencial de crescimento do País a partir da aprovação de reformas estruturais para o equilíbrio das contas públicas.

 

Lá fora, a queda de 1,2% das vendas do varejo nos Estados Unidos, a maior desde setembro de 2009, e o aumento acima do previsto nos pedidos semanais de seguro-desemprego trouxeram desconforto quanto ao ritmo de atividade da maior potência global. Embora os números da balança comercial chinesa em janeiro tenham agradado em meio à trégua da guerra tarifária entre EUA e China, analistas veem a solidez da economia americana como contraponto aos sinais de fraqueza chinesa e europeia, o que torna o humor do mercado sensível a qualquer piora de indicadores devido aos receios quanto a saúde econômica global.

 

No decorrer do dia, no entanto, o otimismo sobre um possível desfecho positivo das negociações em Pequim evitou perdas maiores dos índices em Nova Iorque. As atenções estarão voltadas nesta sexta-feira ao encontro entre o secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, o representante comercial americano, Robert Lighthizer, e o vice-premiê chinês Liu Re, com a expectativa confirmada de que também estará presente o presidente Jinping.

 

(Foto: B3/Divulgação)

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