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Bolsa deve ficar de olho na relação governo-Câmara; Vale e Brexit são destaques

Postado por: TC Mover em 27/03/2019 às 8:44

O mercado pode assumir uma estratégia defensiva nesta quarta-feira, em meio a um cenário político cada vez mais difícil de ler. As manchetes de hoje nos jornais noticiam que, horas depois da desistência do ministro da Economia, Paulo Guedes, de comparecer a uma audiência na Comissão de Constituição e Justiça na Câmara dos Deputados, a Casa aprovou, em dois turnos, uma proposta de emenda à Constituição que obriga o governo a executar todos as despesas previstas no Orçamento Federal. A votação, como analisaremos depois, teve uma margem de voto a favor inédita e, segundo analistas e setoristas de política, serviu como um recado claro ao governo: o Congresso pode não sempre estar certo, mas ele é poderoso.

 

No curto-prazo, o investidor pode ler o resultado de ontem como mais um sinal de distanciamento da administração do presidente Jair Bolsonaro do Poder Legislativo, o que pode piorar a perspectiva para a aprovação das reformas, especialmente a da Previdência. No médio e longo-prazo, há a sensação de que reduzir o peso do governo no Orçamento trará benefícios; aliás, não existe evidência alguma que o Congresso esteja caminhando na direção oposta das reformas e dos projetos que são essenciais para o país: desburocratização, simplificação tributária, fortalecimento das instituições e da concorrência, etc. Ontem, líderes de 13 partidos mostraram apoio à reforma, mas desde já colocaram que se oporiam às mudanças no benefício de prestação continuado, na aposentadoria rural e na desconstitucionalização do regime de aposentadorias. Esse apoio deu gás à bolsa, que teve sua primeira alta em seis sessões.

 

Hoje, oito ministros têm sabatinas nas duas casas do Congresso Nacional. Será a chance do gabinete de Bolsonaro mostrar que respeita o Parlamento e deseja trabalhar com ele. Mas o mercado aqui não somente se alimenta de notícias políticas. Em discurso hoje mais cedo, Mario Draghi, o presidente do Banco Central Europeu, reiterou que a autarquia permanecerá em modo dócil.

 

No Reino Unido, a premiê Theresa May se dirige a parlamentares de seu Partido Conservador e depois se encaminha a mais uma votação sobre o plano para o Brexit, que pode lhe custar seu posto. Na agenda, teremos dados do setor bancário para fevereiro no Brasil e os resultados da Vale, assim como os números da balança comercial de janeiro e o déficit em conta corrente dos Estados Unidos. O investidor segue de olho também nas conversas comerciais entre os EUA e a China, que amanhã terão mais um capítulo com a viagem de uma delegação americana a Pequim.

 

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Mercado hoje, segundo Contribuidores TC

 

Os principais índices acionários na Europa e os futuros das bolsas americanas avançavam levemente nesta quarta-feira, com investidores à espera de mais notícias sobre as negociações entre Estados Unidos e China, sobre a saída do Reino Unido da União Europeia e sobre a desaceleração econômica que ameaça as maiores economias do mundo.

 

Na Europa, a espera continua sendo pelo andamento das negociações do Brexit, agora adiado para meados de abril, enquanto na Ásia, o índice Nikkei da bolsa de Tóquio fechou em leve queda de 0,23%. Já na China, a ausência de divulgações econômicas e a espera pela visita da delegação americana ao país, no final desta semana, ajudaram a manter o índice Xangai Composto em tom positivo.

 

Nos EUA, os futuros das bolsas avançam, em mais um dia de volatilidade para o mercado de juros americano: desde a reunião do FOMC, o comitê de política monetária do país, na última quarta-feira, as taxas de referência da dívida pública americana tiveram a maior queda desde 2017, com o aumento das apostas de que o Federal Reserve poderia cortar a taxa-base de juros até o final do ano


Principais notícias corporativas

 

EzTec: A EzTec anunciou o lançamento de um empreendimento na zona sul de São Paulo com Valor Geral de Vendas, o VGV, total de R$141,6 milhões.

 

Eneva: A Eneva anunciou oferta secundária de acionistas como Itaú, BTG Pactual e Uniper, com fixação de preço em 4 de abril.

 

Petrobras: Petrobras avisa não pagará mais PLR para os funcionários (Exame)

 

Oi: Oi tem prejuízo líquido de R$ 3,3 bilhões no 4º trimestre (G1)

 

Oi: Tanure amplia de novo fatia na Pharol (Valor)

 

Via Varejo: Casas Bahia e Pontofrio planejam vender smartphones Huawei este semestre (Estado)

 

Natura: Revendedores de Natura e Boticário terão conta digital (Valor)

 

Suzano: Aportes e sinergias bilionários preparam expansão da Suzano (Valor)

 

General Shopping: General Shopping avança com plano de reorganização (Valor)

 

Carrefour: Carrefour muda para acelerar operação digital (Valor)

 

Agenda do dia

 

Indicadores nacionais

08h00 Confiança do consumidor (março) – FGV

10h00 Resultado da Dívida Pública (fevereiro) – Tesouro Nacional

10h30 Estatísticas monetárias e de crédito (fevereiro) – BC

12h30 Fluxo cambial estrangeiro

 

Indicadores internacionais

08h00 Reino Unido – Pesquisa CBI de varejo e distribuição (março); consenso 5

08h00 EUA – Pedidos de hipotecas MBA semanal

09h30 EUA – Balança comercial (janeiro); consenso -US$57,5 bi

09h30 EUA – Exportações

09h30 EUA – Importações

11h30 EUA – Estoques de petróleo bruto; consenso 309.000

12h00 EUA – Transações correntes (4T); consenso -US$124,3 bi

 

Resultados trimestrais

AA Vale

DF Eletrobras

DF Eucatex

DF Positivo

DF Renova

 

Teleconferências de resultados

11h00 Brasil Brokers

N.D. Oi

 

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