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Bolsa desacelera alta por acirramento de tensões EUA-Irã; dólar, juros operam voláteis

Postado por: TC Mover em 24/06/2019 às 14:15

A alta do Ibovespa perdia fôlego no início da tarde desta segunda-feira, com o acirramento das disputas entre Estados Unidos e Irã, depois que o presidente americano, Donald Trump, anunciou sanções ao país do Oriente Médio, enquanto o dólar caía ante o real – acompanhando o movimento da moeda no exterior, em meio a um dia volátil.

 

No início desta tarde, Trump disse que assinará hoje um decreto com sanções “muito fortes” ao Irã, em retaliação à derrubada de um drone da Marinha dos EUA na quinta-feira. O anúncio vem poucos dias antes de o Irã ultrapassar o estoque máximo permitido de urânio enriquecido – parte do acordo nuclear que a nação islâmica acertou com um grupo de superpotências quase quatro anos atrás. De acordo com a Bloomberg News, mais de 80% da economia do Irã é alvo de sanções norte-americanas; a ofensiva diplomática americana também inclui criar uma frente contra o Irã, liderada pela Arábia Saudita e pelos Emirados Árabes Unidos. A tensão entre os dois países fez o ouro atingir o maior valor desde 2011, ao mesmo tempo em que os ativos de risco perdiam espaço.

 

No cenário interno, as notícias traziam bons agouros para a Reforma da Previdência. O otimismo do investidor quanto à tramitação da iniciativa aumentou hoje, após o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, dizer que espera votação do texto na comissão especial até a quinta, e prometer que estudará os projetos de Reforma Tributária e autonomia do Banco Central na sequência.

 

BOLSAS: Às 14h00, o Ibovespa operava em alta de 0,20% a 102.216 pontos, após tocar o patamar de 102.607 pela manhã, após o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, reforçar que a pretensão da Casa é votar a Reforma da Previdência na comissão especial até a quinta-feira. As ações ON da Suzano lideravam as altas, subindo 2,73% a R$34,67, após atingirem patamar de sobrevenda, de acordo com analistas técnicos. Já as ações ON da CSN lideravam as quedas – principalmente pelo recuo no preço do minério de ferro na China.

 

CÂMBIO E JUROS: O dólar futuro operava em queda de 0,14%, a R$3,819, acompanhando o movimento da moeda americana no exterior. Os juros subiam em bloco, após as quedas intensas na semana passada, depois que o Banco Central indicou possível ciclo de cortes da taxa básica Selic após a aprovação da Reforma da Previdência. O contrato do DI com vencimento em janeiro de 2029 subia 3 pontos base a 7,870%, após atingir a mínima histórica em 7,820%.

 

COMMODITIES: O petróleo Brent cedia 0,53%, enquanto o WTI subia 0,16%, com investidores avaliando os impactos de uma nova rodada de sanções americanas contra o Irã, após ataque a um drone americano que sobrevoava território iraniano. Cabe ressaltar, que neste mês, dois navios petroleiros foram atacados no golfo de Omã, o que mantém os ânimos exaltados na região.

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