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Bolsa cede à cautela com Previdência, mesmo com ganhos de Vale e Petrobras

Postado por: TC Mover em 13/02/2019 às 18:40

O mercado brasileiro reflete a cautela dos investidores enquanto monitoram o desenrolar da reforma da Previdência. Prevalece a aposta de que a proposta de mudança no sistema de aposentadorias vai passar no Congresso, amparada por pesquisas recentes e pelos aliados do governo nas presidências das duas Casas. No entanto, sobram ruídos sobre o tempo de tramitação do projeto e também sobre qual será o teor do texto final, se mais agressivo ou mais brando no ajuste fiscal.

 

Conforme apurou o TC, há uma ameaça de racha dentro da equipe do Ministério da Economia, entre quem quer “a melhor forma possível” aos olhos do mercado, e uma outra ala a favor de uma proposta mais desidratada. Especula-se sobre discordâncias na questão de equiparar a idade mínima em 65 anos, ou estipular 62 para homens e 57 para mulheres, com regra de transição mais curta. “Entendo que a Previdência passa, mas resta saber qual irá passar”, resume Gabriel Rech, gestor e contribuidor TC.

 

Até o presidente Jair Bolsonaro bater o martelo, e ele receberá a proposta para a reforma até sexta-feira, segundo o secretário especial de Previdência, Rogério Marinho, as incertezas devem se traduzir em volatilidade para os próximos dias, assim como nesta quarta-feira, cujos ruídos foram potencializados pelo vencimento de opções sobre o índice.

 

No fim do dia, o Ibovespa fechou em queda de 0,34% a 95.842 pontos e o dólar futuro subiu 1,20% a R$3,758 na B3, em reflexo da busca por posições defensivas. As ações de Vale e Petrobras, detentores de grande peso no índice, encerraram o pregão com valorizações de 2,69% e 1,28%, respectivamente. Evitaram, assim, uma descida mais forte do índice Bovespa.

 

No caso da mineradora, analistas calculam se o papel já busca um equilíbrio após o tombo decorrente da tragédia em Brumadinho, além de ter sido bem recebida a declaração do secretário de Privatizações Salim Mattar de que o governo quer “reprivatizar” a empresa. Já a estatal petrolífera avançou na esteira da alta do preço do petróleo e da expectativa pela venda da TAG.

 

No exterior, os índices em Nova Iorque subiram, assim como as bolsas europeias diante do otimismo de que as negociações comerciais entre Estados Unidos e China culminarão em um desfecho favorável antes do cessar-fogo tarifário em março.

 

O presidente chinês, Xi Jinping, deve se encontrar com o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Steven Mnuchin, e com o representante comercial americano, Robert Lighthizer, nesta sexta-feira, no último dia da rodada de encontros entre os dois países para resolver as pendências comerciais.

 

A guerra comercial entre os dois países, que se estende por mais de 11 meses, é citada entre os fatores responsáveis por ter desacelerado a economia mundial, reduzido as margens de lucro de dúzias de companhias e gerado forte volatilidade nos mercados globais.

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