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Bolsa, câmbio e juros operam voláteis com temor de ingerência política, exterior frágil

Postado por: TC Mover em 17/06/2019 às 11:40

Bolsa, câmbio e juros futuros mostram comportamento errático na manhã desta segunda-feira, refletindo um exterior sem direção e um cenário local tenso na política, à espera das decisões de política monetária no Brasil , nos Estados Unidos, no Japão e no Reino Unido ao longo desta semana.

 

As bolsas globais operam perto da estabilidade, carregando o peso de uma economia fraca que impacta a demanda por ativos de risco. A tendência para esses últimos está recuando na esteira da queda nos preços dos metais não preciosos, do petróleo e do minério de ferro, assim como por conta da correção na curva de juros dos países desenvolvidos. Pesa, além da expectativa pelo pronunciamento do comitê de política monetária nos EUA na quarta-feira, o ambiente internacional conturbad em razão daguerra comercial prolongada, do populismo em alta e da geopolítica agressiva na Ásia.

 

A demissão inesperada de Joaquim Levy da presidência do BNDES deixa o ambiente político ainda mais opaco, na sequência da troca de farpas entre o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, sobre o relatório da Reforma da Previdência que será debatido na comissão especial da Casa a partir desta semana. O mercado reage também à divulgação da pesquisa semanal Focus, do BC, em que a queda das projeções na atividade e na inflação também se traduziu em uma aposta de que a taxa básica de juros Selic possa recuar em até 0,75 ponto percentual antes do final do ano.

 

BOLSA: A bolsa operava entre o vermelho e o azul, pressionada pelo vencimento de opções sobre ações de junho, assim como pela incerteza política. Após abrir em queda, o índice Bovespa avançava 0,27% a 99.300 pontos por volta das 11h15. O volume projetado para o pregão de hoje é de quase R$8 bilhões – bem abaixo das médias diárias do ano. Entre as altas, Petrobras PN lidera com ganho de 1,1% a R$27,35 – perto das máximas em quase seis semanas. Bancos, varejistas e empresas de consumo também avançavam, na esteira de maiores apostas pela queda da Selic nos próximos meses e a despeito da tensão política. Na ponta das quedas, Vale ON cedia 0,9% após o minério de ferro despencar na China. Operadoras e a B3 também caíam, esta última por conta do plano da Câmara de aumentar o CSLL para companhias financeiras para financiar mudanças no regime das aposentadorias. Em Nova Iorque, os índices Dow Jones Industrials e S&P500 subiam 0,11% e 0,21%, respectivamente, com expectativa de juros nos EUA.

 

CÂMBIO E JUROS: Os contratos de juros futuros sobem à espera da reunião do Copom. Enquanto o noticiário político faz pouco efeito na bolsa, alguns operadores disseram que a tensão entre governo e Congresso, que pode se acirrar por conta da demissão de Levy, impede que os DIs recuem. O DI para janeiro próximo sobe 2 pontos-base para 6,045%, enquanto o contrato para janeiro de 2025 avança 3 pontos para 7,51%.
Já no câmbio, o investidor se posiciona para as decisões do Copom e do Federal Reserve, ambas na quarta-feira, sob expectativa de alguma sinalização de redução nos juros. O dólar futuro recuava 0,12% a R$3,8940, quarta queda em cinco dias.

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