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Bolsa cai, dólar sobe apesar de certeza com corte de juros no Brasil, EUA; no radar, PIB dos EUA, ADFP e acordo comercial

Postado por: TC Mover em 29/10/2019 às 19:10

O mercado brasileiro fez uma pausa no otimismo pós-Reforma da Previdência e, depois dos recordes de segunda-feira, colocou um pouco dos lucros no bolso e reforçou a cautela na véspera de duas importantes decisões de política monetária, nos Estados Unidos e no Brasil. Notícias de que o acordo entre EUA e China, previsto para ser costurado na sexta-feira, pode não ser concluído até o encontro dos presidentes no Chile em meados de novembro também pesaram.

 

O Ibovespa abriu em baixa, virou e chegou a registrar alta no fim da manhã com estrangeiros voltando às compras, mas fechou perto da mínima, aos 107.556 pontos, queda de 0,58%. Os bancos lideraram as quedas. Pesou a notícia da Reuters News de que o acordo entre EUA e China pode atrasar: uma autoridade do governo americano afirmou que a assinatura da fase I do acordo pelos presidentes Donald Trump e Xi Jinping poderá não ocorrer no encontro no Chile. A fonte destacou, porém, que as negociações vão bem, mas podem demandar mais tempo.

 

A queda não foi maior pela pressão compradora dos estrangeiros, que voltaram a aumentar as posições em ações brasileiras. O volume negociado ficou em torno dos R$11 bilhões – em linha com a média das últimas semanas. Com praticamente todo o mercado esperando que o Federal Reserve corte a taxa básica de juros dos EUA pela terceira reunião consecutiva, a decisão de amanhã pode abrir espaço para uma pausa no ciclo de cortes. Horas antes da decisão, os EUA soltam a primeira prévia do PIB e a prévia de contratações no setor privado para outubro.

 

O câmbio fechou próximo dos R$4,00 no mercado futuro, com alta de 0,19%. A moeda mostrou forte instabilidade, também sinal da cautela com as decisões de amanhã. A expectativa de melhora da economia brasileira após a Previdência e a entrada de estrangeiros, além da melhora do cenário externo, estão segurando o dólar. No mercado de juros, o otimismo continuou e as projeções dos contratos futuros de médio prazo renovaram as mínimas, os contratos dos DIs para 2024 e 2025 nas mínimas, aguardando as sinalizações do Banco Central na reunião do Copom de amanhã, que podem apontar para mais quedas na taxa básica de juros.

 

Amanhã, o Fed anuncia sua decisão às 15h00, e seu presidente, Jerome Powell, concede entrevista às 15h30. No Brasil, o Copom divulga sua decisão depois das 18h00. Teremos ainda o IGP-M de outubro e fluxo cambial. No exterior, desemprego na Alemanha, prévias do PIB dos EUA e de empregos ADP, os pedidos de hipotecas e a variação de estoques de petróleo. À noite, haverá a produção industrial do Japão e o PMI da China.

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