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Bolsa cai com dados nos Estados Unidos e balanços de empresas

Postado por: TradersClub em 21/02/2019 às 12:35

A bolsa perdeu fôlego e já volta a operar abaixo de 97 mil pontos, em linha com a piora de humor em Nova Iorque, diante de dados econômicos dos Estados Unidos mais fracos que o previsto, um dia depois do Federal Reserve mencionar sinais de maiores riscos à economia.

 

A temporada de resultados no Brasil também influencia no pregão, após companhias como a Gerdau e a Ultrapar apresentarem lucro e outras métricas abaixo do consenso, enquanto o mercado monitora a articulação política para a reforma da Previdência; a tramitação da matéria começa na terça-feira com a instalação da Comissão de Constituição e Justiça na Câmara.

 

Cientes dos grupos organizados em Brasília, investidores não preveem tramitação fácil da proposta que prevê uma economia de R$1,17 trilhão em dez anos e ponderam aspectos sobre o timing de aprovação no Congresso e o quanto do teor será diluído, até algo em torno de R$500 bilhões.

 

Neste contexto, por volta de 12h10, o dólar futuro seguia a tendência global da divisa e subia 1,18% frente ao real, cotado a R$3,7710 na B3. Os juros futuros acompanhavam, com menor ímpeto dos contratos mais curtos, que refletiam a divulgação do IPCA-15, prévia oficial da inflação de fevereiro, abaixo do consenso de mercado.

 

Na renda variável, o índice Bovespa se mostrava volátil e perdia 0,42% a 96.122 pontos, com volume financeiro projetado de R$11,2 bilhões, abaixo da média dos últimos dias. CSN subia 3,5% após apresentar balanços do quarto trimestre e um acordo de US$500 milhões junto à Glencore, de fornecimento de minério de ferro. O Itaú BBA elevou a recomendação à ação da empresa para outperform, equivalente a compra, ajustando o preço-alvo para R$14. Na outra ponta, os papéis de Gerdau e Ultrapar caíam 2,66% e 5,05%, respectivamente.

 

Ainda no cenário corporativo, a Via Varejo despencava 5,76%, após a controladora, GPA, anunciar a venda de uma participação de 3,09% na companhia. “Acreditamos que as ações possam sofrer, mas esperamos que a empresa continue se reestruturando”, diz a Mirae Corretora em nota a clientes.

 

No exterior, os índices Dow Jones e S&P 500 se firmavam em terreno negativo após a publicação de dados econômicos abaixo do esperado nos EUA. Os pedidos de bens duráveis recuaram 1,2% em dezembro, enquanto o PMI de compras da indústria caiu para 53,7 pontos em fevereiro. São novos ingredientes ao panorama de desaceleração mundial, provenientes dos EUA, país visto por alguns como aquele que poderia contrabalançar a fraqueza na atividade da China e da Europa.

 

(Foto: Wall Street/Pixabay)

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