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Bolsa cai com cautela antes de Fed, Copom; dólar, juros oscilam

Postado por: TC Mover em 20/03/2019 às 13:07

A bolsa brasileira recua com o mercado em modo de cautela, na expectativa pela chegada da reforma da Previdência de militares no Congresso, enquanto investidores aguardam os recados de política monetária do Federal Reserve e do Banco Central do Brasil.

 

As ações da Petrobras subiam na contramão do índice Bovespa, sob especulações pela revisão do acordo de cessão onerosa entre a estatal petrolífera e o governo, que se arrasta desde 2013. Circula no mercado a informação de que o secretário da Fazenda, Waldery Rodrigues, poderia tratar do assunto em coletiva de imprensa nesta sessão.

 

Por volta de 12h55, o índice Bovespa operava com desvalorização de 0,74% a 98.816 pontos, perto de suas mínimas, acompanhando as baixas dos índices na Europa e em Nova Iorque. As ações de CSN e Usiminas se destacavam na ponta negativa após forte histórico recente, enquanto os papéis de Gol e Cosan apareciam entre as exceções do dia, ao lado de Petrobras.

 

O banco central americano deve anunciar às 15h00 – horário de Brasília – que deixará o juro básico americano parado entre 2,25% e 2,50%. Investidores estarão de olho nas projeções do Fed para o rumo da taxa de juros e atentos a qualquer comentário do presidente da autoridade Jerome Powell sobre o processo de redução do balanço patrimonial do Fed – inchado desde que o BC socorreu a economia dos Estados Unidos da crise.

 

Por aqui, paira no ambiente a sensação que o BC brasileiro pode cortar a taxa básica de juros Selic no futuro próximo – o que pode criar algum ruído no mercado. Na estreia de Roberto Campos Neto no comando do Comitê de Política Monetária do Banco Central, a taxa Selic deve permanecer estável na mínima histórica de 6,50% ao ano. Há grande expectativa sobre o comunicado que acompanha a decisão dos juros.

 

No mercado de câmbio, o dólar futuro atravessava uma sessão instável e caía 0,05% frente ao real, cotado a R$3,788. Há pouco, o Banco Central informou que o fluxo cambial está negativo no País em pouco mais de US$5 bilhões em março. Já os juros futuros mexiam pouco antes da decisão do Copom, com ajuste para baixo no contrato com vencimento mais curto em janeiro 2020 – queda de 1 ponto-base para 6,360%.

 

O mercado também monitora a chegada da proposta para mudanças de aposentadorias de militares ao Congresso, a fim de destravar a tramitação da reforma da Previdência na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, conforme demanda de deputados. Ruídos sobre a economia prevista neste projeto, com eventuais contrapartidas aos militares, incomodam investidores, receosos pelo efeito de um sinal de leniência na construção política para a PEC de mudanças nas aposentadorias.

 

O cenário base do BTG Pactual considera a aprovação da reforma da Previdência pelo Congresso em novembro, com uma economia de até R$800 bilhões em dez anos, abaixo da proposta do governo, sugerindo uma tramitação mais lenta do projeto crucial para o equilíbrio das contas públicas.

 

(Foto: Jerome Powell, Fed/Divulgação)

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