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Bolsa cai após recorde antes de reuniões do Fed e do Copom

Postado por: TC Mover em 19/03/2019 às 18:08

A bolsa ficou boa parte do pregão acima dos 100 mil pontos. Mas antes de uma quarta-feira pesada de eventos importantes aqui e lá fora, o índice Bovespa anulou os ganhos na reta final do pregão até encerrar em baixa de 0,41% a 99.588 pontos após recorde na véspera. Tanto o Federal Reserve, o banco central americano, quanto o Comitê de Política Monetária do Banco Central, o Copom, anunciam amanhã suas decisões de política monetária. A expectativa de que o Fed adotará um viés flexível, mais propenso a estímulos na economia, em linha com o que vem sendo observado por outros bancos centrais globais diante da desaceleração mundial, anima investidores, o que refletiu em mercados emergentes. Mas o ânimo não resistiu a ruídos sobre as negociações comerciais entre Estados Unidos e China, com notícias conflitantes de agências internacionais sobre os progressos das conversas. Ao fim do dia, o índice S&P500 terminou no negativo, quase estável, e o dólar futuro caiu 0,12% frente ao real, cotado a R$3,790.

 

As ações de Petrobras e Vale evitaram desvalorização mais intensa do Ibovespa. As ações preferenciais da estatal petrolífera encerraram com alta de 1,60%, cotadas a R$29,20, maior nível desde março de 2010. Os papéis aceleraram ganhos na reta final do pregão, com notícia da Bloomberg News, que circulou na comunidade TC, sobre o acordo entre Petrobras e governo pela renegociação do contrato de cessão onerosa: a empresa pode receber mais de US$18 bilhões em compensações para resolver o imbróglio, dizem fontes. Já as ações da Vale subiram 2,85%, cotadas a R$51,90, em sessão na qual informou que a Justiça autorizou a retomada das atividades da barragem Laranjeiras e do complexo minerário de Brucutu. A visão que prevalece entre analistas é que quanto mais a oferta da Vale é afetada por suspensões, mais tende a subir a cotação do minério de ferro, prenunciando fortes resultados.

 

Já os juros futuros mais curtos terminaram perto da estabilidade antes da estreia de Roberto Campos Neto no comando do Copom. A expectativa majoritária é de manutenção da taxa Selic na mínima histórica de 6,50% ao ano, com atenção ao comunicado que acompanha a decisão dos juros. Os DIs com vencimento mais longo caíram, com o mercado de olho na reforma da Previdência dos militares, que deve ser apresentada ao presidente Jair Bolsonaro durante a viagem de volta dos Estados Unidos ao Brasil, e ao Congresso, na quarta-feira. Por lá, aliás, ao lado de Bolsonaro, o presidente dos EUA, Donald Trump, declarou que irá apoiar a entrada do Brasil na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, a OCDE.

 

(Foto: B3/Divulgação)

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