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Bolsa cai 2% e dólar ultrapassa os R$3,71 com receio sobre reformas 

Postado por: TC Mover em 06/02/2019 às 12:25

O mercado brasileiro vive um pregão de maior aversão ao risco diante da combinação de realização de lucros nas bolsas internacionais e preocupações renovadas quanto ao desenrolar da reforma da Previdência e o pacote de ajuste fiscal no Congresso.

 

O índice Bovespa caía 2%, o dólar voltava a subir acima dos R$3,71 e os juros futuros adicionavam prêmios de risco em dia de decisão de juros do Banco Central. Desde a abertura, os ativos brasileiros refletiam a piora de humor no exterior: a tendência negativa ganhou força no fim da manhã conforme circulava entre investidores na comunidade TC declarações do líder do PP na Câmara, Arthur Lira, de que “não há clima” para aprovar a reforma, sendo “impossível aprovar a reforma em dois meses”.

 

As divergências em torno ao projeto começam a aflorar e há dúvidas em relação ao comprometimento do presidente da Câmara, Rodrigo Maia. Com o presidente Jair Bolsonaro ainda internado após cirurgia para retirada da bolsa de colostomia e sem previsão de alta médica, “o medo é que o cronograma da reforma demore mais e percamos o bonde”, disse um operador sediado em São Paulo.

 

Lá fora, as bolsas europeias e os futuros dos índices americanos recuavam em reflexo da queda nos pedidos industriais alemães e do discurso do Estado da União do presidente Donald Trump, que forneceu poucas luzes sobre o futuro das conversas com a China e o fim da paralisação do governo federal dos EUA. Isso, por ora, ofuscava boas novidades da rodada de resultados corporativos.

 

Por volta de 12h10, o Ibovespa perdia 1,99% a 96.352 pontos. Ações das chamadas blue chips, as mais líquidas do índice, como Petrobras, Itaú Unibanco, Vale, Bradesco e Banco do Brasil, recuavam mais de 1,50%. Os bancos recuavam em bloco após a Fitch alertar que a tragédia da Vale em Brumadinho adiciona um risco sistêmico limitado para o sistema.

 

No mercado de câmbio, em linha com o movimento global da divisa, o dólar futuro subia 1,20% frente ao real a R$3,717, contribuindo para a alta da Suzano na bolsa – o papel é favorecido pelo efeito do dólar mais caro em suas receitas denominadas na moeda americana.

 

Os juros futuros subiam em bloco, acompanhando o dólar. O contrato com vencimento mais curto em janeiro 2020 tinha leve alta a 6,375%, enquanto aquele com vencimento em janeiro 2025 ganhava 8 pontos-base a 8,710%. O comitê de política monetária do BC deve manter a taxa Selic em 6,50% ao ano hoje depois do fechamento do mercado. Para analistas, o BC deve anunciar que o balanço de riscos para a inflação melhorou desde a última reunião.

 

(Foto: Câmara/Divulgação)

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