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Bolsa bate recorde em 99 mil pontos antes de semana de reuniões de BCs

Postado por: TC Mover em 15/03/2019 às 18:04

Ficou para depois a marca dos 100 mil pontos do índice Bovespa. Possivelmente na semana que vem, ainda mais se uma série de reuniões de política monetária previstas para os próximos dias confirmar o ambiente de “modo estímulo”, favorecendo o apetite por risco. Prováveis iniciativas de autoridades monetárias vêm à tona num contexto de desaceleração global. Por isso foram bem recebidas as notícias esperançosas sobre as negociações comerciais entre Estados Unidos e China, além da promessa do governo chinês de prosseguir com medidas para turbinar a economia.

 

Sob ventos favoráveis do exterior, a bolsa brasileira terminou a sexta-feira no azul, acima dos 99 mil pontos pela primeira vez, mas sem chegar nos inéditos 100 mil, sentindo ajustes pontuais em algumas blue chips, como são chamadas as ações mais líquidas do Ibovespa, um pregão antes do vencimento de opções sobre ações na segunda-feira. Acumulou ganhos de 3,96% em semana de instalação da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, a largada para a tramitação da reforma da Previdência – pauta fundamental para o equilíbrio das contas públicas. O investidor sabe que o processo político é complexo, com idas e vindas, repleto de ruídos quanto à desidratação do projeto e ao ritmo da discussão. Isso implica incertezas, trazendo volatilidade ao câmbio e à bolsa.

 

O índice Bovespa atingiu nova máxima histórica de fechamento, subindo 0,54% a 99.136 pontos, com volume financeiro de R$13,89 bilhões. O dólar futuro caiu 0,79% frente ao real, cotado a R$3,815, seguindo o comportamento de declínio da moeda americana no exterior, em sexta-feira de leilão de aeroportos na B3.

 

O governo arrecadou quase R$2,4 bilhões na venda de direitos para operar 12 aeroportos regionais, com ágios elevados. A maioria dos consórcios vencedores é estrangeira em um evento que confirma o Brasil no radar dos investidores internacionais. O governo ofertou os aeroportos em três blocos, divididos por regiões. A espanhola Aena venceu na região Nordeste, a mais disputada, pagando R$1,9 bilhão – ágio de aproximadamente 1.000%. O bloco do Centro-Oeste foi levado pelo consórcio Aeroeste, que pagou R$40 milhões, ou ágio de 4.700%, enquanto o bloco Sudeste foi vencido pela Zurich, por R$473 milhões, ágio de 940%.

 

Gestores comentam que o posicionamento atual dos estrangeiros com o País é de stand by. Calejados por frustrações recentes, eles aguardam fatos concretos, como a possível aprovação da reforma da Previdência, antes de desembarcar com tudo por aqui. Há interesse, conforme evidenciado pelo leilão de aeroportos, mas ceticismo antes das medidas triunfarem.

 

A agenda da semana que vem destaca decisões de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos, além das atenções sobre novidades das conversas entre EUA e China. A quarta-feira concentra os principais eventos aqui e lá fora.

 

Tanto o Federal Reserve – o banco central americano – quanto o Comitê de Política Monetária do Banco Central, o Copom, atualizam a taxa básica de juros dos EUA e do Brasil, respectivamente. Será a estreia de Roberto Campos Neto no comando do colegiado, sob expectativa quanto à sinalização para o futuro da Selic em meio aos sinais de lentidão na atividade e inflação controlada. Já no caso do Fed, as atenções dos investidores também estarão focadas nas projeções econômicas do BC dos EUA depois da pausa no ciclo de alta do juro americano em janeiro diante dos indícios de desaceleração global. Também por isso, na mesma quarta-feira, o mercado estará de olho na terceira tentativa da premiê britânica, Theresa May, em apreciar no Parlamento o acordo para o Brexit – como é chamada a saída do Reino Unido da União Europeia – após o apoio obtido na Casa para estender o prazo final do divórcio.

 

(Foto: B3/Divulgação)

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