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Bolsa bate recorde com aprovação da reforma na comissão especial; dados de emprego nos EUA no radar

Postado por: TC Mover em 04/07/2019 às 18:10

Hoje foi um dia de bom humor para o mercado de capitais brasileiro, com a bolsa batendo mais um recorde histórico, reflexo da aprovação do relatório da reforma da Previdência na comissão especial da Câmara, fato que fez dólar e juros recuarem. Agora, o mercado aguarda o encaminhamento da pauta ao plenário da Câmara, onde espera que seja votada ao menos em primeiro turno ainda antes do recesso parlamentar, em 18 de julho. O ministro da Economia Paulo Guedes disse, em evento na tarde de hoje, que acredita que os deputados conseguirão votar o projeto em dois turnos ainda antes da pausa. O bom humor foi tanto que mesmo as ações de bancos subiram, a despeito da previsão, no relatório, de aumento da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, a CSLL, de 15% para 20%.

 

Com o feriado de Dia da Independência nos Estados Unidos hoje, o investidor local se voltou completamente para a tramitação da PEC da reforma no Parlamento. O dia já começou com otimismo pela possibilidade de votação do relatório logo de manhã, pleito que acabou atrasando por conta de diversos requerimentos de adiamento da pauta por parte da oposição. No entanto, o presidente da comissão, deputado Marcelo Ramos, pareceu ter feito esforço para cumprir sua promessa de dar celeridade ao processo, na medida do possível.

 

No fim, o voto complementar do relator da reforma, Samuel Moreira, foi aprovado na comissão especial da Câmara por 36 votos a 13. Com R$1,07 trilhão em economia prevista, a conta e o impacto ainda podem mudar em plenário, com alterações como a eventual entrada de Estados e municípios. Segundo o contribuidor TC e analista político Leopoldo Vieira, da IdealPolitik, “a reforma tem todas as condições para ser votada em plenário até o dia 18 de julho”. A decisão, diz, “está 100% nas mãos dos deputados, sobretudo daqueles que integram o Centrão liderado por Rodrigo Maia, que disse hoje que há mais de 325 apoios, mais do que ele ‘imaginava’”.

 

Neste ambiente propício, o índice Bovespa renovou recorde histórico e fechou a 103.636 pontos, com alta de 1,56%, após tocar os 104 mil pontos no meio da tarde. O dólar futuro acompanhou a euforia do mercado e fechou em queda de 0,65%, a R$3,809, menor valor desde março. Os juros seguiram o mesmo ritmo e tocaram na mínima histórica, já precificando corte de 25 bps na Selic para a reunião do Comitê de Política Monetária, o Copom, no final de julho. O DI com vencimento para janeiro próximo fechou em queda de 13,5 pontos-base, a 5,840%.

 

Em dia de bolsas fechadas nos Estados Unidos, os mercados europeus fecharam enfraquecidos, em clima de espera pelos dados de emprego americano, o payroll, na sexta-feira. A depender de como vierem os números, podem dar mais embasamento para um afrouxamento monetário por parte do Federal Reserve, o que tende a aumentar o apetite por ativos de risco mundo afora. Também virão as taxas de desemprego norte-americanas de junho e produção industrial mensal de maio na Alemanha. Não haverá divulgação de indicadores locais amanhã, e em Brasília, é provável que seja um dia um pouco mais devagar – mas, tratando-se de Brasil, nunca se sabe. É bom seguir atento ao noticiário local.

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