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Bolsa avança 2% com alívio político na contramão do exterior; dólar cai

Postado por: TC Mover em 28/03/2019 às 13:15

A bolsa se recupera após perdas de 3,6% na véspera, ganhando fôlego diante do arrefecimento na tensão política que reflete em menor procura por posições defensivas, o que derruba o dólar e os juros, na contramão da instabilidade no mercado externo.

 

A informação de que o ministro da Economia, Paulo Guedes, irá almoçar com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, foi bem recebida pelo mercado, assim como a declaração do presidente Jair Bolsonaro de que o atrito com ele é página virada.

 

Além disso, de acordo com traders, a recuperação de papéis bastante penalizados nos últimos dias induzia fatores técnicos de correção, ampliando a procura por ações de bancos na B3. Por volta de 12h45, o índice Bovespa se valorizava em 1,90% a 93.648 pontos. As ações de Banco do Brasil e Bradesco subiam 2,93% e 4,23%, respectivamente. Na outra ponta, Suzano e Gol recuavam 2,25% e 2,71%, nesta ordem.

 

No mercado de câmbio, o dólar futuro caía 0,46% a R$3,975, reduzindo a queda que chegou até R$3,951, na mínima, após o leilão de linha – venda de dólares com compromisso de recompra – realizado pelo Banco Central, que aceitou duas propostas de US$1 bilhão a uma taxa de 4,000596.

 

Os juros futuros, por sua vez, recuavam em bloco, com o contrato para janeiro de 2025 caindo mais de 10 pontos-base a 8,920%, acompanhando o alívio no ambiente político com receios sobre a construção política para viabilizar a aprovação da reforma da Previdência no Congresso.

 

O investidor também monitora a entrevista coletiva do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. Segundo ele, o BC não está complacente com o crescimento mais fraco da economia e vai esperar mais dados sobre o desempenho deste ano para decidir se muda sua política monetária ou não. As apostas de um possível corte adicional na taxa Selic, atualmente na mínima histórica de 6,50% ao ano, cresceram recentemente com o imbróglio político.

 

No Relatório Trimestral de Inflação divulgado na manhã desta quinta-feira, o Banco Central reduziu sua projeção de crescimento da economia brasileira para esse ano de 2,4% em dezembro para 2,0% em março, citando um cenário exterior desafiador, uma retomada da atividade menos intensa do que o inicialmente esperado e incertezas sobre a aprovação de reformas estruturais “fundamentais” para a estabilidade da economia.

 

No exterior, a retomada das negociações comerciais entre Estados Unidos e China animou investidores em meio aos indícios de desaceleração da economia global. O mercado também digere a leitura final do PIB americano para o quarto trimestre, que foi revisada nesta quinta-feira de crescimento de 2,6%, na última prévia, para 2,2%, com queda nos gastos de consumidores. Os índices Dow Jones e S&P500 exibiam leve desvalorização.

 

(Foto: Jair Bolsonaro – Agência Brasil)

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