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Bolsa ajusta para cima e juros derretem com sinais de cortes na Selic e afrouxamento longo

Postado por: TC Mover em 21/06/2019 às 10:42

A bolsa abriu em alta e a curva de juros ajustou violentamente para baixo nesta sexta-feira pós-feriado, refletindo um maior consenso entre os investidores de que um afrouxamento monetário é iminente e deve durar por um período mais longo do que inicialmente imaginado.

 

A Bovespa incorpora hoje as fortes altas de ontem nos preços dos recibos de ações brasileiras negociados em Nova Iorque, na esteira da sinalização de vários bancos centrais, principalmente do Federal Reserve, de que taxas de juros menores ao redor do mundo devem ser o alicerce da política econômica no futuro próximo. A esperança de que cortes de juros tragam o alento necessário para tirar a economia global do marasmo em que se encontra, deixam as tensões geopolíticas e o próprio ceticismo quanto à efetividade da política monetária no banco para trás, disseram traders e contribuidores TC.

 

As bolsas europeias e os futuros dos índices acionários americanos operam em queda, refletindo algum movimento de realização e tensões geopolíticas crescentes, à espera da reunião entre os presidentes dos Estados Unidos e da China na semana que vem. A reunião entre Donald Trump e Xi Jinping pode facilitar a busca de uma solução para a guerra comercial entre as duas nações, que se arrasta há 15 meses e já impacta a economia mundial.

 

BOLSA: Nesta sexta-feira após feriado, o Ibovespa operava em alta de 0,9% a 101.180 pontos, em dia de volume em linha com as médias diárias do ano. A alta veio reboque dos ganhos nas ADRs brasileiras vistos ontem em Nova Iorque, da alta na cotação do petróleo e da sinalização de queda da taxa Selic se for aprovada a Reforma da Previdência. Repercute positivamente, nesse contexto, notícia do jornal O Estado de S. Paulo de que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, costura um acordo com líderes partidários e com o governo para votar a iniciativa no plenário antes do início do recesso parlamentar, em 18 de julho. Mesmo assim, à tarde pode haver movimento de realização se a tensão geopolítica ganhar força mundo afora. Na ponta das altas, Petrobras ON e PN lideram com ganhos de 2,3% cada – graças às altas do petróleo, – seguidas por bancos, produtoras de proteínas e companhias de consumo. Entre as quedas, os destaques são Natura ON, que recua 2%, e a Smiles ON, que perde 1,7% após a controladora Gol anunciar reajuste extraordinário no preço das passagens que revende à empresa de fidelidade.

 

CÂMBIO E JUROS: Os contratos futuros do DI derreteram na abertura de hoje, repercutindo a sinalização do BC e reforçando as apostas dos investidores, que agora esperam uma redução na taxa Selic em julho. Os contratos renovam suas mínimas históricas nesta sexta-feira, com os vencimentos de janeiro de 2020 e 2021 caindo 7 pontos-base e 12 pontos-base, a 6,010% e 5,870%, respectivamente. Os contratos do DI com vencimento em 2025 e em 2029 caem 14 pontos e 9 pontos, respectivamente, levando o patamar da curva de juros no longo prazo para baixo dos 8%. O movimento veio em linha com os resultados de uma sondagem realizada pela XP Investimentos, na qual a maioria dos entrevistados enxerga um enxugamento de prêmio de risco em toda a curva de juros e de queda na Selic em julho. O dólar futuro oscilava na primeira hora dos negócios, mas, por volta das 10h30, recuava 0,26% a R$3,83100.

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