Bolsa ajusta após recorde com cena externa instável e fica em 98 mil - TradersClub
TC News
News

Bolsa ajusta após recorde com cena externa instável e fica em 98 mil

Postado por: TradersClub em 14/03/2019 às 19:18

A bolsa adiou a chegada à marca histórica dos 100 mil pontos. E se depender da agenda de sexta-feira, pode ficar para semana que vem. Isso porque amanhã tem vencimento quádruplo de contratos de derivativos em Nova Iorque, um prenúncio de volatilidade no pregão.

 

A produção industrial nos Estados Unidos em fevereiro também deve repercutir no mercado após a divulgação nesta quinta-feira de números de vendas de casas novas nos EUA abaixo do esperado. Esse indicador, combinado com a desaceleração maior que a prevista da indústria na China, pesou sobre os mercados, ainda mais em meio às incertezas sobre as negociações comerciais entre Washington e Pequim após a informação de que os presidentes Donald Trump e Xi Jinping não vão se encontrar neste mês. Enquanto isso, o Parlamento britânico votou a favor da proposta da premiê Theresa May de postergar a data do Brexit, como é chamada a saída do Reino Unido da União Europeia.

 

Neste contexto, ao fim de uma sessão com volume financeiro de R$9,57 bilhões, abaixo da média dos últimos dias, o índice Bovespa caiu 0,30% a 98.604 pontos. O dólar futuro, por sua vez, subiu 0,72% a R$3,846 na B3.

 

O mercado brasileiro reagiu ao cenário externo, sem perder de vista o desenrolar da reforma da Previdência após a instalação da Comissão de Constituição de Justiça na Câmara, com presidência de Felipe Francischini, do PSL. Enquanto o mercado aguarda novidades que possam impulsionar a bolsa, provocou algum estresse ao longo do dia matérias da mídia indicando desconforto do ministro da Economia, Paulo Guedes, frente à possibilidade de desidratação da proposta de mudança nas aposentadorias.

 

Em paralelo, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, disse que vai criar uma comissão especial de acompanhamento da reforma, o que tende a acelerar a tramitação da pauta naquela casa. Sensível ao tema, o índice Bovespa chegou a desacelerar perdas na reta final dos negócios, com ajuda da alta nas ações da Petrobras.

 

Conforme apurou o TC News, funcionários da estatal petrolífera foram notificados da aplicação de um programa de incentivo ao desligamento voluntário para esse ano. Trata-se de mais um esforço por parte do diretor-presidente Roberto Castello Branco para proteger a estatal de possíveis flutuações indesejadas no preço do petróleo e reduzir uma folha inchada em meio a uma racionalização das suas operações sem precedentes.

 

Já os juros futuros atravessaram forte alta nos prêmios de risco, em toda a curva de vencimentos, depois da derrocada da última sessão. O contrato DI para vencimento em janeiro 2020 avançou 3,5 pontos-base para 6,380%.

 

Além de acompanhar a subida do dólar em um cenário de menor apetite ao risco de emergentes, operadores notaram algum ajuste nas apostas sobre o rumo da taxa básica de juros, a Selic, diante de dados de vendas no varejo, que mostraram um quadro menos dramático da retomada econômica. As vendas no varejo cresceram 0,40% em janeiro, ante o consenso de 0,20%. Um panorama melhor do que o indicador publicado na véspera mostrando retração mais intensa da produção industrial no País.

 

A propósito, a agenda interna reserva para sexta-feira o índice de preços IGP-10, referente a março, e o Índice de Atividade Econômica do Banco Central, o IBC-Br, que serve como uma prévia do resultado do PIB brasileiro. Destaque também para o leilão de aeroportos na B3 que indicará a atratividade do Brasil perante os investidores.

 

(Foto: B3/Divulgação)

TC News Pro

Informação, análises e ideias de investimentos 24/7

Experimente 7 dias grátis